A Federação das Associações de Dadores de Sangue – FAZ lançou um apelo para a dádiva de sangue, tendo em conta a escassez que se regista nos bancos de recolha.
Todos os anos os meses de janeiro e fevereiro, por influência dos surtos de gripe e também nos meses de agosto e dezembro, por deslocação dos dadores, existe uma forte quebra de presença de dadores, com a consequente baixa das reservas, que sistematicamente se encontram abaixo do recomendado.


O IPST, IP dada a falta endémica de alguns dos grupos, sobretudo os rh(-), nestas alturas, vem fazendo um apelo à dádiva de sangue, para colmatar tal situação.
“A FAS-Portugal, que representa cerca de 70.000 dádivas anuais promovidas através das suas associadas, tudo faz e tudo fará, para ultrapassar tal situação. O que não compreendemos é que neste cenário, com probabilidades de agravamento no futuro, sejam canceladas colheitas programadas anualmente, criando junto dos dirigentes, promotores da dádiva e dadores um desconforto que desincentiva a dádiva de sangue. Torna-se assim muito difícil de compreender os referidos cancelamentos de sessões de colheita, que são importantes e necessárias para atenuar estes períodos de escassez.
Também, não compreendemos por que razão o IPST, IP não convoca com maior rigor mais dadores para as colheitas promovidas pelo movimento associativo, sabendo-se que o IPST, mesmo com a parceria com hospitais, não tem meios para colher todo o sangue e/ou derivados necessário e disponível pelo país. Reconhecemos o problema com a falta de verbas e de pessoal no IPST-IP, mas dificilmente aceitamos o facto; consideramos até uma desconsideração pela vida das pessoas que está assente num programa de contenção de custos. Torna-se necessário analisar este problema e naturalmente atender também às preocupações que temos e que advêm da falta de meios, verbas e pessoal, para ultrapassar estas situações.
O Governo e o Ministério da Saúde através do IPST, IP, têm de garantir que as transições das recolhas de sangue dos fins-de-semana para a semana, se façam com cuidado de modo a solidificar essa solução. Já temos Associações com mais de 50% das suas colheitas à semana. Não podemos colocar em risco a vida dos nossos doentes e regressarmos a um passado demasiado negro, em que morriam pessoas por falta de sangue. A FAS-Portugal estará sempre disponível para fazer parte da solução”.













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