A 4ª edição do festival, A SALTO – Tomada Artística de Elvas irá realizar-se entre os dias 28 e 30 de agosto.
A SALTO é um acontecimento artístico que, desde 2016, privilegia a apresentação publica de projetos artísticos contemporâneos transdisciplinares, em diálogo com a topografia social e arquitetónica do município fronteiriço de Elvas.
Homenagem a José Travanca
Esta edição é dedicada a José Travanca, carpinteiro elvense cuja oficina serviu de trabalho a inúmeros artistas das edições anteriores.
Segundo a organização, José Travanco foi um “carpinteiro cujas mãos serviram várias obras de colegas nossos, carpinteiro cujos olhos sempre foram sinceros na despedida ‘isso não é nada’. Dele, aprendemos a capacidade de aprender”.
PROGRAMA
28 DE AGOSTO
Sexta-feira
21:30
ROMEU ROMEU, de LAMA TEATRO (teatro)
Castelo (a confirmar), M/12
Sinopse
Duas famílias separadas por um ódio antigo separam também o projeto espacialmente e, numa primeira fase, criativamente entre os dois criadores. Um idealiza o universo dos Capuletos, enquanto outro mergulha na essência dos Montéquios. Será que vivem um sem o outro, ou complementam-se? Só existe um ator em cada reino, e agora? Cada um cria a sua versão dos acontecimentos, tendo no fim um momento de comunhão, de escuta e fusão dos factos mais relevantes.
Ficha Técnica
Criação e interpretação: João de Brito e Nuno Preto
Aconselhamento artístico: André Braga, António Durães, Cláudia Figueiredo, Leonor Keil, Pedro Gil e Valter Lobo
Fotografia e vídeo: João Catarino
Produção executiva: Lélia Madeira
Co-produção: LAMA Teatro, Cine-Teatro Louletano, Teatro das Figuras e Teatro de Vila Real
23 Horas
ZÉNITE: Quadros de um Grande Jogo Poético, de Filipe Baptista (instalação vídeo)
Miradouro do Castelo, M/12
Sinopse
ZÉNITE: Quadros de um Grande Jogo Poético é um projeto audiovisual que consiste numa série de 13 pequenos vídeos, que pode ser vista como uma galeria de quadros em movimento.
Ficha técnica
Conceito, edição de vídeo e espaço sonoro: Filipe Baptista
com: André de Campos, Beatriz Dias, Érica Rodrigues, Filipe Baptista, Hugo Olim, Mariana Guarda, Mário Coelho, Nádia Yracema, Pedro Baptista, Rita Rocha Silva, Teresa Santos, Teresa Vilhena Moreira, Sara Baptista.
29 DE AGOSTO
Sábado
10 Horas
CALENDÁRIO PARA UM ABRAÇO, de José Kuski Vieira (exposição)
Espaço a designar, M/3
Nota: A exposição estará patente Sábado e Domingo entre as 10h e as 18h, sendo que às 18h30 de Sábado se dinamiza uma Conversa com José Kuski Vieira sobre CALENDÁRIO PARA UM ABRAÇO, em local a designar
Sinopse
Fiquei em casa a partir de 11 de Março com uma gripe que se antecipou ao fecho das escolas a 16. Estávamos em casa com todas as incertezas do mundo. A 28 de Março foi anunciada a primeira previsão sobre a pandemia, que ainda que longínqua e posteriormente rebatida, seria aquele rochedo que esperava desesperadamente: ” pico seria no fim de Maio. Intuitivamente fiz umas contas e pensei. Só vou abraçar as minhas filhas, netos, genros, pais, irmãos sobrinhos e cunhado dentro de 90 dias. Decidi amar todos os dias até lá e celebra-lo com uma aguarela. Construí o calendário para o abraço e qual Robinson Crosue fui dando baixa da passagem do tempo. Estes desenhos foram o meu mundo nestes 90 dias e revelam a forma como o desconfinamento foi pouco a pouco, e não numa data específica como eu imaginei, se foi tornando realidade.
10 Horas
ESTRANHOFONE, de César Estrela e Samuel Martins Coelho (escultura sonora)
Claustro da Igreja dos Terceiros (a confirmar), M/3
Nota: No horário indicado acontece uma performance, porém a escultura é visitável Sábado e Domingo das 10h às 18h.
Estranhofone, cresceu pelo encontro entre som marginal e objeto despejado, entre um músico e um cenógrafo, e afirmou-se como objetos sonoros construídos com uma constante observação do seu comportamento ficcional.
Do objeto para o som e do som para o objeto, reanimados do ordinário para o extraordinário, surgem Objetos Falantes, sem afinação nem apreensão musical. São diálogos de revelia e festim, do vulgar e inusitado. Porventura, uma poesia de banalidades insólitas.


10 Horas
METER OS PAPÉIS PELAS MÃOS EM ELVAS, de Ana Paula Silvestre (exposição)
Montras da Rua de Alcamim, M/3
Nota: A exposição estará patente Sábado e Domingo entre as 10h e as 18h, organizando uma conversa com a artista no Domingo, às 18h30, na Rua de Alcamim.
Pelo menos duas obras de collage serão criadas durante a residência artística da artista na cidade de Elvas e a matéria prima para isto vão ser as revistas, panfletos, papéis encontrados pela artista no dia a dia da cidade de Elvas ou doados pelos seus habitantes (haverá pontos de recolha pela cidade). Além disso o collage andará pelas ruas da cidade, procurando paredes e espaços onde ficar até que a chuva e o sol o dissipem, porque tal como a vida tudo é efémero e, contudo, perdura.
A exposição final integra também “Humanos e outros animais”, uma série de collages realizadas pela artista, exposta em montras da Rua de Alcamim. Nesta série, animais e humanos encontram-se e misturam-se, captando características de uns e outros, encontrando-se na sua essência.
21:30
HOMEM/AGEM de Bestiário (teatro-dança)
Pátio da Casa Tangente, M/12
Sinopse
Caminhamos numa progressiva deterioração.
Assim, é urgente ganhar a passada do tempo e fixar as nossas raízes – e, no entanto, destruímos constantemente quem nos criou.
É nesta tensão entre o que foi e o que poderá ser que nos resta agir num presente trémulo. Fazer uma homenagem supõe sempre um agir. Mas porquê esta pulsão primitiva de homenagear algo ou alguém? Talvez, assim, sintamos menos a solidão. Talvez, assim, consigamos sentir-nos mais perto da nossa procedência. O tempo esgota-se.
Ficha artística
Direção artística e dramaturgia – Teresa Vaz
Criação, texto e interpretação – Afonso Viriato, Helena Caldeira, Miguel Ponte,
Teresa Manjua e Teresa Vaz
Apoio à criação e apoio à dramaturgia – Luca Aprea
Espaço cénico e curadoria de figurinos – Bruna Mendes
Produção – Diana Almeida
Imagem Gráfica – Sérgio Condeço e Neurónio
Agradecimentos – Casa dos Direitos Sociais, ESTC, Francisco Leone, João Belo, Ruy Malheiro e David Erlich
Parceiros Institucionais – Largo Residências, República Portuguesa – Ministério da Cultura, O Espaço do Tempo, Um Colectivo
23 Horas
CORPO ESPETACULAR, de Mariana Barros (performance)
Fosso, M/12
Sinopse
Um corpo, um corpo instalação, um corpo interator, um corpo humano, um corpo sonoro, um corpo obra, um corpo espetacular que ao atravessar percursos urbanos estabelece a permanência fluída com a fronteira corpo-lugar e modifica as paisagens habituais da cidade. Obra interdisciplinar entre corpo/ imagem, performance/arquitetura e intervenção/instalação dedicada a um corpo-objeto com 20 metros de extensão.
30 DE AGOSTO
Domingo
11 Horas
CONTO CÁ DENTRO, de Maria Terra e Ana Moura (Artes Plásticas)
Bairro das Caixas, M/3
Sinopse
Uma história tradicional de Elvas serve de motor a uma Banda Desenhada de Maria Terra e a um mural que a mesma artista pinta com a alentejana Ana Moura.
18 Horas
A CASA DAS BELAS ADORMECIDAS, de Paulo Lage e Sofia Berberan (performance) Quarto de Hotel a definir, M/16
Sinopse
A casa das belas adormecidas é uma instalação/performance a partir do universo de Yasunary Kawabata, construída durante uma residência artística na cidade do Mindelo, em Cabo Verde, no âmbito do Mindelact 2019.
“Morre-se como se sonha: sozinho”, escreve Sofia Berberan numa carta enviada a Paulo Lage durante a sua primeira visita ao Mindelo, em 2017. A correspondência que trocaram na altura – contaminada pelo sentimento de insularidade, a impossibilidade de fuga que nos torna delirantes e a leitura de “A Casa das Belas Adormecidas”, de Yasunary Kawabata- faz surgir o texto.
Na cena uma pessoa dorme na cama, não vê e não acordará.
Ao espectador é proposto que veja como nos sonhos- ou nos delírios – onde o passado, o presente e o futuro se sobrepõem.
Ficha Artística
CRIAÇÃO: Paulo Lage, Sofia Berberan
VÍDEOS: Paulo Lage, Sofia Berberan
FOTOGRAFIAS: Sofia Berberan
TEXTO: Sofia Berberan, Yasunary Kawabata
VOZES: Cátia Terrinca, Emília Silvestre, Mónica Calle
20 Horas
COOKING LANDSCAPES, de Telma João Santos e Diana Reis (Jantar + Performance)
Casa de Joana Leal e Casa Tangente, M/16
Sinopse
“E umas das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi criadora de minha própria vida.”
Clarice Lispector
Cooking Landscapes é um jantar, uma performance, um documentário experimental, dois espaços, um encontro entre artistas, chefs e investigadoras. Como encontrar na performatividade da cozinha de autor um olhar sobre a criação artística, o behind-the-scenes do que nos é oferecido como belo, de que trata também a performance art?
Ficha técnica
Direção Artística: Telma João Santos
Criação: Telma João Santos e Diana Reis
Intérpretes Laboratório: a definir
Intérpretes e Assistência: Telma João Santos
Chefs: Diana Reis e Vitórica Mendes













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