A poesia numa casa.
Na Casa Florbela Espanca respiram-se memórias, sentem-se emoções.
Um espaço que outrora foi de criação, hoje é de admiração.
Alguns dos autores de Elvas, no passado domingo, 25 de fevereiro, rumaram até Vila Viçosa, naquilo que foi o seu 2º passeio literário para visitar a Casa Florbela Espanca e efectuar o roteiro Florbeliano.
A Casa, situada no número 59 da Rua Florbela Espanca honra a sua memória. Nela podemos contemplar algumas das mobílias e objectos pertencentes à vivência e ao quotidiano de Florbela. Livros, cartas e postais manuscritos pela autora são algumas das relíquias expostas na casa museu.
Ao longo da visita e em cada divisão abraçámos o sentir da poetisa. Através dos seus objectos pessoais sentimos o seu viver, mas nas fotografias expostas, consegue-se experienciar o seu sofrimento. Foi uma mulher emancipada para a altura e com uma intensidade de viver ímpar. Sentia-se incompreendida. O ser e o sentir eram a sua maior ambição. A sua vida foi vivida numa busca constante por esse amor. Amor que nunca chegou a ter. Amor que a levou a escrever a poesia que hoje nos delicia. Pelas ruas de Vila Viçosa efectuamos o percurso pelos locais de vivência, outrora realizados pela escritora, bem como os memoriais à poetisa.
“Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!”
Luísa Currito













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