Em nota de imprensa, Francisco Vinagre refere que “Eu, Francisco Vinagre, Vice-Presidente da Comissão Política Distrital da Juventude Social Democrata, após reflexão dos acontecimentos no XIXX Congresso Nacional da Juventude Social Democrata, nos dias 22,23 e 24 de maio, onde se elegeu em Viseu João Pedro Luís como Presidente da Comissão Política Nacional da JSD, venho comunicar a minha desvinculação do cargo que exerço na estrutura distrital da Juventude Social Democrata com efeitos imediatos.
Este ato final deve-se ao profundo desalinhamento que existe entre a minha pessoa e a restante estrutura distrital e o novo Presidente Nacional da JSD. É minha convicção pessoal que as Juventudes Partidárias devam ser um espaço de confrontação, de diálogo, debate e combate de ideias que ajudem a resolver os problemas de todos os jovens e, no fundo, de todos os portugueses. As Juventudes Partidárias devem servir o país acima de tudo e de todos e não devem servir para alimentar o que de pior existe na política portuguesa, o caciquismo, o compadrio e a criação de uma ilusão profunda de que uma vida ao serviço da política é servir as pessoas e não o seu contrário.
Sempre olhei para a política num sentido de missão, não para agregar o poder que é de todos e para servir o propósito de todos, caso contrário não aceitaríamos o sufrágio universal para eleger quem melhor nos representa e quem reforma melhor os sectores económicos e sociais da nossa Nação.
Reativei a minha concelhia de Elvas passados 16 anos e garantia que não seria um centralista, mas sim dar palco a jovens com capacidade de se expressarem e criarem soluções ao seu concelho, garantindo um futuro mais risonho, inovador e reformista, contrariando a desertificação jovem do interior para outras áreas populacionais, coisa que levam anos a terem o seu resultado. O que retarda o processo são este tipo de jovens que vem a política como uma maneira de enriquecer e ganhar poder sem comprovarem que resolvem os problemas das nossas pessoas.
O João Pedro Luís, é um jovem inteligente e muito astuto, no entanto, não posso concordar com o caminho que está a traçar para o futuro da JSD, caminho esse que tem por base tudo o aquilo que já referi. E para não me alongar muito nos esclarecimentos que são devidos a todos deixo, em tom de despedida, a seguinte questão a todos os jovens portugueses.
“Desde quando é que a Humanidade passou a achar aceitável que o amigo dos “copos”, aquele que até fala “bem”, é o melhor para nos liderar e não aqueles que levaram uma vida a batalhar pela excelência em todos os caminhos por onde passaram?”












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