No âmbito da reunião da Câmara Municipal realizada a 11 de fevereiro, a vereadora do PSD, Margarida Coelho de Paiva, apresentou um conjunto alargado de intervenções e posições, quer no período antes da ordem do dia, quer durante a discussão dos pontos formais da agenda, centrando-se sobretudo em matérias de segurança, transparência administrativa, espaço público e gestão municipal.
Durante o período antes da ordem do dia, a autarca formulou diversas recomendações e pedidos de esclarecimento, nomeadamente a “solicitação dos documentos relativos à utilização do Coliseu em eventos coincidentes”, o envio do Plano Municipal de Emergência com indicação da data da última atualização e testes de eficácia, e o acesso a relatórios de segurança e proteção civil, incluindo o relatório referente à Rua de Alquimim, Travessa de Alquimim e Rua da Feira. Pediu ainda “os anexos das atas por forma a permitir uma votação consciente e informada”.
Na área de grandes eventos e representação externa, questionou o valor investido no Carnaval 2026 e os critérios de avaliação do retorno, bem como esclarecimentos sobre a representação de Elvas na FITUR e na BTL, entre 25 de fevereiro e 1 de março, solicitando informação sobre quem representará o concelho e em que moldes. Manifestou também preocupação quanto à realização do Conselho Municipal de Segurança face a ocorrências recentes.
No domínio da saúde e proteção civil, expressou inquietação com o eventual encerramento do bloco operatório a 2 de março, pedindo esclarecimentos sobre medidas preventivas anunciadas, e recomendou “limpeza excecional de sarjetas e bueiros face às previsões meteorológicas adversas”, bem como a criação de um fundo de reserva municipal para responder a calamidades.
Quanto ao espaço público e qualidade urbana, questionou o procedimento municipal para remoção de veículos abandonados, a situação dos contentores subterrâneos desativados no centro histórico, a inoperacionalidade dos elevadores do parque subterrâneo e da biblioteca, e pediu esclarecimentos sobre o serviço de televisão no centro histórico, incluindo contrato com a operadora e mecanismos de reporte de avarias. Recomendou ainda lombas na Avenida Garcia da Horta devido a velocidades excessivas, colocação de papeleiras na Rua da Fara e na mesma avenida, esclarecimentos sobre as condições na Escola de Santa Luzia e sobre o serviço Mão Amiga, além de propor o reposicionamento do símbolo “Elvas” na Praça da República.
No plano económico, sugeriu que, no âmbito do Bairro Comercial Digital, fossem criadas equipas de sensibilização porta-a-porta junto dos comerciantes, “evitando o risco de devolução de verbas do PRR por falta de adesão”. Segundo a vereadora, “a todas estas questões não foi dada qualquer resposta, pelo que será solicitado o respetivo esclarecimento por escrito”.
Já durante a ordem de trabalhos, Margarida Coelho de Paiva votou contra a proposta relativa ao orçamento participativo, defendendo que, não tendo o projeto vencedor atingido o valor máximo de 25 mil euros, o remanescente deveria ser distribuído pelos projetos seguintes. O ponto regressou “sem qualquer modificação, o que não se compreende”, justificando assim o voto desfavorável.
Relativamente à proposta de realização do Festival da Idade de Ouro e de viagens para idosos, optou pela abstenção. Embora reconheça a validade das viagens para seniores, considerou que o festival, “nos moldes habituais, assentes na repetição de almoços”, acaba por assumir “contornos de promoção política”.
A vereadora votou ainda contra a alteração orçamental, invocando coerência com o seu voto negativo ao orçamento inicial, por entender que “estando a génese do documento mal elaborada, as alterações subsequentes não corrigem os problemas estruturais existentes”.
Por outro lado, votou favoravelmente a proposta de criação de polícia municipal ou corpo de guardas noturnos no concelho, sublinhando, contudo, que o reforço da segurança passa antes “por investimento em videovigilância e por melhores condições operacionais e por um fortalecimento efetivo do papel da GNR e da PSP”.
As propostas que apresentou — retirada da estrutura de sombreamento e aquisição de uma lavadora por rodora — foram rejeitadas, a primeira com quatro votos contra e a segunda com quatro votos contra e duas abstenções.
Em conclusão, a autarca sintetizou a sua atuação afirmando: “Estas intervenções refletem uma postura firme, responsável e intransigente na defesa de Elvas. Não desisto, não me calo e continuarei a trabalhar com determinação por cada elvense e pelo futuro da nossa cidade.”












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