No âmbito da política de responsabilidade social, a empresa Delta Cafés, através da TecniDELTA (Equipamentos hoteleiros, Lda), assinou esta quarta-feira, dia 12 de outubro, um protocolo com a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), que visa alargar aos Estabelecimentos Prisionais de Elvas, de Beja e do Porto a instalação de oficinas para reparação de máquinas de café Delta, permitindo que esta cooperação passe a abranger oito estabelecimentos prisionais.


O documento assinado hoje entre as duas partes, prevê a instalação de uma oficia para a reparação geral de equipamentos, tais como máquinas de café, máquinas de lavar loiça e moinhos de café, no estabelecimento prisional e pretende reproduzir um ambiente real de trabalho, proporcionado aos reclusos formação e experiência profissional inseridas no mercado, exigindo rigor, disciplina, responsabilidade e qualidade.
A TECNIDELTA fornece os equipamentos a reparar e a matéria-prima, sendo o trabalho de reparação efetuado com mão-de-obra prisional.


Objetivos:
Os objetivos deste acordo passam por criar hábitos de trabalho, incutir sentido de responsabilidade e vontade de querer e promover a empregabilidade dos reclusos.


Rui Nabeiro: “O trabalho é uma arma”
Para o Comendador Rui Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro, este projeto é revelador da sua forma de estar no mundo empresarial e a nível pessoal.
“Esta colaboração ao longo dos tempos revela a boa vontade e uma atitude muito forte. São estas atitudes, como empresa, que são a nossa principal arma e grande riqueza (…) sinto hoje uma felicidade enorme e vale a pena sentir os outros e levar este exemplo a toda a gente”.


Celso Manata: “Os reclusos sentem-se valorizados”
Para Celso Manata, da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), o exemplo do Grupo Nabeiro é de louvar.
“O contributo da empresa TecniDELTA é muito diferente de que temos normalmente, porque apostam numa formação muito especializada e as pessoas (reclusos) sentem-se muito envolvidas e valorizadas. A reinserção não é magia faz-se com trabalho, formação e regras e com este projeto há efetivamente a possibilidade de as pessoas aderirem e entrarem no caminho certo da vida”.


Estabelecimento Prisional de Lisboa foi pioneiro
Os primeiros passos do projeto aconteceram em 2008. Em 2010 arrancou a atividade no Estabelecimento Prisional de Lisboa, que foi pioneiro na reparação de equipamentos.
Atualmente, o programa está já implementado no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, Pinheiro da Cruz, Montijo, Coimbra, Funchal, Elvas, Beja e Porto.
Projeto Premiado
O projeto já foi premiado no âmbito dos “prémios Europeus de Iniciativa Empresarial”, na categoria “Iniciativa Empresarial Responsável e Inclusiva”.













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