O Primeiro-Ministro Luís Montenegro marcou presença, esta quinta-feira, 30 de abril, , na fábrica Nova Delta, do Grupo Nabeiro Delta Cafés, em Campo Maior, onde assinalou a entrada em funcionamento da nova unidade de produção, num momento simbólico em que “carregou no botão ON”, dando início à operação de um investimento superior a 20 milhões de euros.


A visita teve como objetivo destacar um projeto que duplica a capacidade produtiva da unidade industrial e reforça a estratégia de crescimento internacional do grupo, que acaba de entrar no top 20 mundial das marcas de café, subindo duas posições face a 2024.
A nova unidade contempla um conjunto alargado de melhorias estruturais e tecnológicas, incluindo um novo armazém de café verde, silos de armazenamento, um torrador de grande capacidade, novos moinhos industriais e linhas de embalamento e produção de cápsulas. O investimento integra ainda um parque fotovoltaico e sistemas avançados de automação e digitalização, com recurso à inteligência artificial para gestão da produção.
Com estas valências, a fábrica Nova Delta passa a duplicar uma capacidade de produção na ordem das 100 toneladas de café por dia, consolidando-se como a maior torrefatora da Península Ibérica e reforçando a sua flexibilidade industrial e capacidade de resposta aos mercados nacional e internacional.


Durante a visita, o Primeiro-Ministro destacou o grupo como um exemplo de sucesso nacional:
“O Grupo Nabeiro reflete compromisso, esperança, coesão e crescimento. Daqui, de Campo Maior, sai um exemplo e uma inspiração. A Delta é um ecossistema virtuoso e inspirador para Portugal.”
Luís Montenegro sublinhou ainda a importância de políticas públicas orientadas para a competitividade, defendendo a necessidade de um ambiente fiscal mais favorável às empresas, com simplificação administrativa, redução do IRC e estímulo ao investimento, à inovação e à valorização salarial. Reforçou também o compromisso com a coesão territorial, apontando melhorias nas ligações rodoviárias no distrito de Portalegre, nomeadamente entre a A6 e a A23.


Já o CEO do grupo, Rui Miguel Nabeiro, destacou o investimento como uma decisão estratégica para competir à escala global:
“Campo Maior é a nossa origem, mas também a nossa escolha.”
O responsável sublinhou que o grupo, que conta com mais de 4.000 colaboradores, cerca de 1.400 dos quais em Campo Maior, continua a crescer a partir do interior, reforçando a exportação e a presença internacional, com a ambição clara de alcançar o top 10 mundial das marcas de café.


Também o Chairman, João Manuel Nabeiro, evocou o legado do Comendador Rui Nabeiro e enquadrou o investimento numa visão de continuidade e compromisso com o território:
“É um investimento na empresa, mas também no território. Campo Maior é o coração, raiz e identidade. A prova de que se pode pensar grande e competir com o mundo.”
João Manuel Nabeiro sublinhou ainda que este projeto representa a modernização do “coração” da empresa, preparando-o para o futuro, e constitui um sinal claro de confiança no interior como espaço de desenvolvimento económico e social.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, destacou o papel do grupo como motor de desenvolvimento local:
“O Grupo Nabeiro é um projeto de país que nunca abandonou o território que lhe deu origem.”
O autarca reforçou a importância da relação entre empresa e comunidade, sublinhando Campo Maior como um território de oportunidades, onde o desenvolvimento económico contribui para a coesão social e igualdade.
A visita incluiu ainda um percurso pela nova unidade industrial e pelas restantes áreas da fábrica, onde foram apresentados os projetos em desenvolvimento e as soluções tecnológicas implementadas.
No final, a administração do grupo ofereceu ao Primeiro-Ministro um lote especial: o último café produzido em vida pelo Comendador Rui Nabeiro, designado “Coleção Eterno”, num momento simbólico que evocou o legado do fundador.
Com este investimento, o Grupo Nabeiro reforça a sua posição como líder ibérico no setor e consolida a estratégia de crescimento internacional, mantendo Campo Maior como centro nevrálgico da operação e afirmando o interior como espaço de competitividade global.















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