O dia 1 de julho de 2020 ficará para a história como a data em que a fronteira entre Portugal e Espanha, na zona do Caia (Elvas) e Badajoz (Espanha) foi oficialmente reaberta.


A cerimónia decorreu na manhã desta quarta feira, com as mais altas honras de estado dos dois países.


O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o rei Felipe VI de Espanha, mas também os dois chefes de Governo, António Costa e Pedro Sánchez, foram as figuras políticas que marcaram presença nesta reabertura.


O dia começou no lado de lá, no Museu Arqueológico de la Alcazaba de Badajoz, onde foram tocados os hinos de ambos os países e tirada uma fotografia de família.
Já no lado de cá da fronteira, em Elvas, a comitiva foi recebida numa cerimónia no Castelo de Elvas, onde foram novamente entoados os hinos e tirada uma fotografia de família.




No miradouro do Castelo de Elvas, os representantes de ambos os países olharam em direção a Espanha, trocaram algumas palavras, num ambiente que transpareceu tranquilidade e pretendeu ilustrar a sintonia entre os dois territórios.


“Voltamos a ser vizinhos muito próximos”


António Costa, o Primeiro Ministro de Portugal, falou aos presentes referindo que o momento vivido hoje revestiu-se de particular relevância.
“É um momento único e desejamos que não volte a acontecer. Temos de o celebrar muito bem, porque esta é a fronteira mais antiga da Europa e, por isso, é uma fronteira que simbolicamente reabrimos visitando duas fortalezas, que uns e outros havemos contruído durante séculos para nos defendermos e para nos afastarmos (Portugal e Espanha). Nada melhor que voltar aos marcos deste afastamento para simbolizar esta vontade comum que sua majestade o rei e o presidente da República designaram de reencontro com a reabertura da fronteira e voltarmos a ser vizinhos muito próximos”, afirmou.
Exemplo para a Europa


Costa defende que a reabertura da fronteira entre Portugal e Espanha devia servir de exemplo para a Europa.
“A reabertura da fronteira não é uma ameaça, mas sim uma oportunidade”, lembrou.


O governante alertou, no entanto, para a alteração de hábitos que todos devem praticar como forma de evitar a propagação do coronavírus.
“Até que não tenhamos uma vacina ou um medicamento eficaz de combate ao vírus vamos ter de conviver entre portugueses e espanhóis, mas também com ao covid 19. Esta é uma nova realidade em todo o mundo. Temos de aprender a viver e prevenir-nos do contágio ou de contagiar alguém”, aconselhou.


“Se cumprirmos todas as regras, esta fronteira ficará aberta para todo o sempre, uma vez que o seu encerramento foi um momento que não queremos repetir”, reforçou.
Felicidade na reabertura da fronteira com Portugal


O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, revelou estar muito feliz com a reabertura da fronteira com Portugal e com o que o momento simboliza.
“É um momento de felicidade que tenho em poder voltar a Elvas com o primeiro ministro português num ato carregado de emoção. Somos dois povos irmãos, que partilhamos a história, cultura, afinidade e também a visão do que aconteceu com a pandemia e quais são os desafios e transformações que temos pela frente, na Península Ibérica e no contexto europeu”, explicou.


Também Sanchéz sublinhou que este é um momento que espera não voltar a viver.
“Espero que estas fronteiras jamais voltem a encerrar em sequência de uma pandemia”.













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