A cidade de Estremoz deu início oficial às comemorações dos 100 anos da sua elevação a cidade com uma sessão solene realizada esta tarde, 21 de fevereiro, que marcou o arranque de um vasto programa anual dedicado à memória histórica, identidade local e projeção futura do concelho.


Na cerimónia, o presidente da Assembleia Municipal, Ricardo Catarino, sublinhou tratar-se de “um marco histórico”, destacando que Estremoz é “terra de reis e rainhas”, com tradição militar e um papel secular na construção de um território com identidade. Defendeu que, além de valorizar o passado, o concelho deve projetar o futuro, considerando o centenário uma oportunidade para reforçar o sentimento de pertença, celebrar as freguesias, o mundo rural e urbano e renovar o compromisso coletivo com o progresso, assente em princípios de coesão e solidariedade.


Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, José Daniel Sádio, classificou a efeméride como “um momento único da história do concelho”, frisando que “um povo sem memória não tem futuro”. O autarca destacou a importância de envolver cultura, desporto, artes, associativismo e tecido empresarial nas celebrações, mobilizando a comunidade para um ano simbólico. Questionado sobre o impacto das comemorações, afirmou que estas “projetam o futuro e celebram o passado”, acrescentando que a ambição é que daqui a um século este momento seja recordado com o mesmo orgulho com que hoje se olha para a história local.


O programa foi apresentado por Hugo Guerreiro, em representação do município, que explicou tratar-se de um trabalho colaborativo com instituições locais, centrado na celebração da cidade, da cidadania e do espírito comunitário. O responsável revelou também o logótipo oficial do centenário, inspirado nos tradicionais Bonecos de Estremoz – património imaterial -, com referência à primavera e às cores da bandeira municipal.
Programa ao longo de todo o ano
As iniciativas arrancaram logo no início de 2026. Em janeiro realizou-se uma exposição de barristas do centenário e, em fevereiro, o espetáculo do Orfeão Tomaz Alcaide de Estremoz, sendo o concerto de abertura.
Março traz o evento vínico Cultour Wine e uma conferência sobre “100 anos de vinhos em Estremoz”. Em abril destacam-se visitas do centenário, concerto comemorativo do 25 de Abril com o grupo Monda, sessões de poesia e uma exposição dedicada à imprensa local. Maio e junho continuam com mostras e conferências sobre artesãos e autores estremocenses, bem como atividades artísticas ao ar livre.
Durante julho e agosto realizam-se as “Manhãs no Mercado” com filarmónicas e as “Noites do Lago”, organizadas em parceria com o Regimento de Cavalaria 3 e associações locais. O ponto alto será 31 de agosto, o Dia do Centenário, com cerimónias oficiais, deposição de flores, sessão solene, descerramento de placa comemorativa e entrega de medalhas a instituições centenárias.
No outono, o calendário inclui teatro, concertos, iniciativas juvenis e uma evocação ao tenor estremocense Tomaz Alcaide. As comemorações encerram em dezembro com um grande concerto final com Matilde Cid.
Também o desporto integra a programação, com provas equestres e de obstáculos em maio, competições multidesportivas em julho e um passeio de veículos clássicos em setembro.











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