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14 Abril, 2024

Pais manifestam-se em Campo Maior: “bateram, injuriaram e ameaçaram de morte jovens, miúdos e adultos”

Associação de Pais solicitou uma reunião extraordinária de urgência do Conselho geral do agrupamento.

A Associação de Pais de Campo Maior vai sair à rua na manhã desta segunda-feira, 15 de abril, para manifestar o seu descontentamento à porta da escola secundária da vila, a partir das oito da manhã.

A Manifestação surge na sequência de um episódio ocorrido na passada sexta-feira, 12 de abril, que deixou os pais e encarregados de educação daquele concelho bastante consternados e preocupados com a segurança dos seus filhos.

“Bateram, injuriaram e ameaçaram de morte jovens, miúdos e adultos”

De acordo com José Caraças Telo Gama, Presidente da Associação de Pais de Campo Maior, na passada sexta-feira, “várias crianças e jovens adolescentes no liceu reuniram-se para celebrar a inclusão num evento multicultural que visava reunir ambas escolas do agrupamento com a presença da vereadora da cultura da Câmara Municipal de Campo Maior a atestar a importância do evento. As horas de preparação que as crianças dedicaram aos seus espetáculos de música, dança oriental, capoeira, etc., era comparável à felicidade e nervosismo que mostravam hoje cedo por ir mostrar as suas habilidades a outras pessoas dentro deste tema tão na berra em Campo Maior.

Acontece que a etnia mais alvo de inclusão neste país decidiu que, para além da cantoria que iriam realizar no evento, deveriam mostrar a totalidade da sua cultura ainda antes do mesmo começar. Assim, bateram, injuriaram e ameaçaram de morte jovens, miúdos e adultos (por esta ordem) no interior da secundária. Pontapés, murros nas costas, injúrias de filhos destes e filhos daqueles e ameaças de morte para as pessoas e para toda a sua familia foi o que se ouviu da boca destes multiculturalistas que são os ciganos. Tudo isto a ser assistido por crianças do CERN com 11 anos de idade!!! que aterrorizadas por presenciar tal acto de crueldade ao vivo e a meros centímetros das suas caras e dada a incapacidade de resposta que os seus ainda pequenos corpos consegue realizar decidiram não realizar a sua performance e ir chorar de volta para o CERN juntamente com os professores e os responsáveis que optaram por não ficar presentes dadas as graves condições de insegurança.

A desilusão e horror na cara destas crianças é algo que os que presenciaram não irão esquecer rapidamente.

“Agressor é um jovem de 17 anos sobejamente conhecido no meio Campomaiorense”

Um facto que não deixa de ser curioso é que o principal agressor é um jovem de 17 anos sobejamente conhecido no meio Campomaiorense que, alegadamente, estava nesse momento expulso da secundária por comportamentos semelhantes. “Como” e “porquê” é que se encontra um jovem no interior do recinto duma escola estando expulso? Sendo conhecido e reconhecido porque não se chamaram as autoridades de imediato quando entrou e circulou pela secundária? Porquê aguardar que este indivíduo iniciasse agressões?

Diz quem assistiu à grave situação (pessoas que não pertencem directamente ao agrupamento) que “já haviam ouvido falar que a situação era caótica no agrupamento mas que não esperavam esta selvajaria”.

Os comportamentos “desviantes”, infelizmente, são agora a norma dentro deste agrupamento onde se atingiu um ponto de viragem na fulcral incompetência com que se tem lidado com a etnia cigana no interior da mesma e onde, infelizmente, são os nossos filhos que têm de ser traumatizados, uma e outra vez, física e psicologicamente. Os adolescentes que neste momento estão no liceu podem facilmente atestar este facto. Mas as crianças de 11 anos que ainda estão no CERN foram hoje confrontados com uma dura realidade que viverão dentro de apenas 5 meses: a transição para a escola secundária. Alguém que nos explique, por favor, o que dizer aos pais com filhos nessa idade e às crianças que hoje se encontravam no liceu para celebrar a inclusão, que daqui a tão pouco tempo estarão naquela mesma escola e que irão levar com a “inclusão” de frente diariamente?

Na sequência destes eventos não iremos ficar parados!

Assim, para além de solicitar uma reunião extraordinária de urgência do Conselho geral do agrupamento, a associação de pais vai sair à rua e manifestar o seu descontentamento à porta da escola secundária já na segunda-feira, 15 de Abril, às 08:00.

Contamos com a tua presença!!!”, pode ler-se numa publicação nas redes sociais do Presidente da Associação de Pais de Campo Maior.

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