No Alentejo, todos os hospitais estão muito perto da rutura. Em Évora dezenas de doentes chegam às unidades hospitalares e aguardam internamento, assim como em Beja.
Em Évora, há 13 camas dos Cuidados Intensivos ocupadas e 56 na enfermaria.
Já em Beja, as cinco camas dos Cuidados Intensivos estão ocupadas e a enfermaria muito perto do limite.
“Bastar-nos a nós próprios”


No hospital de Portalegre, os cuidados intensivos e enfermaria ainda têm camas vazias.
“Todos os dias há reajustamentos (altas, observações) e temos conseguido colmatar. Em Elvas, o espaço foi mudado e estamos, neste momento, a conseguido bastar-nos a nos próprios”, afirma Vera Escoto, Diretora ClÃnica da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE (ULSNA).
Restruturar para ganhar operacionalidade
“Foi preciso restruturar os serviços do hospital e quando deixamos de fazer as cirurgias agendadas e passamos a fazer só as cirurgias de urgência e oncológicas, o espaço teve de ser libertado para aumentar resposta covid”, observou a responsável.


É sabido que à medida que a situação pandémica aumenta de gravidade, os hospitais portugueses começam a ficar sem capacidade de resposta. Uma situação que muito tem sido analisada e discutida nos últimos dias com o cenário cada vez mais grave em Portugal.
A região do Alentejo está cada vez mais pressionada, onde as 33 camas de cuidados intensivos para doentes com covid estavam todas ocupadas (dados de domingo) e a taxa de ocupação em enfermaria era de 83%, de acordo com a ARS.
Aqui não há hospitais privados com dimensão suficiente para acolher pacientes do SNS, informa o jornal Público, numa peça datada de 18 de janeiro.












There are no comments for this post yet.
Be the first to comment. Click here.