Os municípios de Elvas, Campo Maior e Badajoz assinaram esta quinta-feira, 3 de maio, o Protocolo de Cooperação “Eurocidade Elvas – Badajoz – Campo Maior”.
A cerimónia teve lugar no Auditório São Mateus, na cidade de Elvas, tendo o protocolo sido homologado pelo Ministro português do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.


Guillermo Fernández Vara: “Onde havia fronteiras há agora oportunidades”


Guillermo Fernández Vara, presidente da Junta da Extremadura, sublinhou na sua intervenção a importância deste acordo entre estes três territórios e evidenciou as potencialidades que juntos podem alcançar.
“Onde dantes havia fronteiras há hoje janelas e portas”, referiu.


Francisco Fragoso: “A Eurocidade é Oportunidade”


Francisco Fragoso, alcaide do Ayuntamiento de Badajoz, lembrou que “durante muitos séculos, estes territórios perderam oportunidades. Agora em 2018, assiste-se ao início da ativação da cooperação transfronteiriça”.
Para este responsável, “a Eurocidade é um instrumento que nasce para servir as pessoas e melhorar a sua qualidade de vida, valorizando o que têm em comum para um progresso conjunto efetivo”.
Fragoso destacou ainda que a Eurocidade serve para os cidadãos “sentirem que mesmo sendo de Badajoz são de Elvas e Campo Maior. A Eurocidade é oportunidade no emprego, no turismo, na cultura, na saúde, nas acessibilidades e nos desportos”.
Ricardo Pinheiro: “Enorme Responsabilidade”


Por sua vez, Ricardo Pinheiro, Presidente do município de Campo Maior, que agora se junta a esta Eurocidade, considerou que “unir duas cidades e uma vila é um exercício de aproximação invejável”, ao mesmo tempo que constitui “uma enorme responsabilidade”.
Nuno Mocinha: “Gerir pela complementaridade e não pela concorrência”


Nuno Mocinha, Presidente da Câmara Municipal de Elvas, destacou a localização geográfica dos territórios da Eurocidade.
“Não vivemos numa província, vivemos à porta da Europa”, complementando a sua ideia com o facto destes mesmos “territórios serem geridos não em concorrência, mas sim em complementaridade”.
O autarca fez ainda advertência à região de Olivença, afirmando que “contamos com Olivença, não está nesta assinatura, mas está neste território”.
Relativamente à presença da vila de Campo Maior nesta Eurocidade, Mocinha esclareceu que “não é um apêndice, traz-nos uma dimensão empresarial que nem Elvas nem Badajoz têm e a notoriedade de um homem, como o Comendador Rui Nabeiro”.
Cristina Herrera: “A divisão empobrece e a união fortalece”


A delegada do Governo espanhol em Extremadura, Cristina Herrera, considerou este 3 de maio, como “um dia histórico para os três territórios”, reforçando que a “divisão empobrece e a união fortalece”.
Pedro Marques: “O que sete séculos de história dividiu, a Eurocidade uniu”


O Ministro Pedro Marques afirmou que “esta Eurocidade é bastante única, no sentido em que conta com uma intensidade de colaboração entre os três territórios notável”.
O Governante considera que a Eurocidade surgiu da vontade das pessoas e das especificidades do quotidiano que se regista nesta zona transfronteiriça, que acabou “muito bem corporizada no formato de Eurocidade”.
Pedro Marques congratulou-se com o facto de que “o que sete séculos de história dividiu, a Eurocidade uniu, sendo esta uma cooperação que aproxima e soma o Alentejo à Extremadura e Portugal a Espanha”.
Sobre a Eurocidade


Os municípios de Elvas, Campo Maior e Badajoz, desde as suas respetivas fundações, têm mantido uma ligação que lhes tem dado sentido, primeiro como elementos de vigilância e separação entre os respetivos países, posteriormente e desde há muitos anos, como elementos de conexão entre Espanha e Portugal.
Essa ligação tem dado origem a uma história secular de convivência e relação entre as suas populações, que foi acelerada pelo desaparecimento das fronteiras interiores da União Europeia.
Desta forma, os cidadãos de Elvas, Campo Maior e Badajoz adquiriram uma nova dimensão na estrutura dos três municípios, do espaço fronteiriço entre Espanha e Portugal e do conjunto da União Europeia.















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