

Fujo porque os nossos beijos perderam o sabor a fel.
Fujo porque, só hoje, provei o verdadeiro sabor a mel.
Embriagado andei, outrora, num longínquo tormento de ilusões.
Uma apatia sobre nós se abatia, mas hoje, novos rumos vislumbro,
novos sabores encontro nos doces e suaves lábios do autêntico amor.
Fujo, de quem?
De mim?
De ti?
De nós?
Apenas sei que fujo despido de apreços fúteis e ignóbeis que me perseguem dia após dia.
E fujo, cobardemente fugindo em busca do oculto.
Texto: Luísa Currito
Foto: João Carvalho















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