O património arqueológico do concelho de Estremoz volta a estar em destaque com a realização do OpenDay Ruínas de Santa Vitória do Ameixial, agendado para o próximo dia 24 de julho, pelas 10:30. A iniciativa convida o público a conhecer de perto o importante legado romano revelado no sítio arqueológico de Santa Vitória do Ameixial, através de visitas guiadas conduzidas pela equipa responsável pelas escavações.
A participação no OpenDay é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia. Os interessados devem contactar o Museu Municipal de Estremoz, através do e-mail arqueologia@cm-estremoz.pt ou do número de telefone 268 339 219. As deslocações até ao local são da responsabilidade dos participantes.


Este momento de partilha e sensibilização insere-se no programa de valorização e investigação arqueológica que está em curso no território, e que conta já com a sua terceira campanha de escavações em 2025. As Ruínas de Santa Vitória do Ameixial têm revelado vestígios significativos da presença romana na região, contribuindo para o aprofundamento do conhecimento histórico e científico sobre a ocupação e organização do espaço rural no Alentejo central durante a Antiguidade.
O OpenDay é promovido pela equipa de arqueólogos do projeto, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz, e pretende aproximar a comunidade do trabalho de investigação em curso, destacando a importância da proteção e valorização do património local.
Villa Romana de Santa Vitória do Ameixial
A villa romana de Santa Vitória do Ameixial terá sido construída no contexto da Romanização da Península Ibérica, estando inserida na província da Lusitânia, cuja capital se situava em Mérida (Emerita Augusta).
A villa terá tido uma primeira ocupação no séc. I, como é documentado pelo aparecimento de uma moeda de Nero e cerâmica datada deste período. No entanto, a ocupação mais significativa, em termos de vestígios materiais, é já do Baixo Império (finais do séc. III / inícios do séc. IV).
A área da villa correspondente à pars urbana (instalações dos proprietários) estendia-se ao longo de toda a elevação, descendo para Oeste e encontrando-se grande parte sob a povoação. Esta área é constituída por salas e corredores pavimentados a mosaico, dispostos em redor de um tanque, escavado na rocha, para captação de águas pluviais. Encontramos ainda zonas de cozinha e armazenamento de alimentos, bem como exemplos de tanques e de uma complexa rede de saneamento e circulação de água.
Na zona baixa, identificaram-se ainda uma série de estruturas circulares, bem como um sistema de condutas e canais situados sob os pavimentos. Existem ainda uma série de muros postos a descoberto ao longo de todo o sopé da elevação.
A pars rustica (instalações dos criados e escravos) e pars frumentaria (lagares, moinhos, celeiros, etc.) situar-se-iam na base da elevação, a Norte. As necrópoles da villa deveriam estar localizadas […] a Oeste.
A riqueza dos proprietários da villa é comprovada, por exemplo, pelos originais painéis de mosaicos e pelo rico tesouro de cerca de 3000 moedas.











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