Estávamos no ano de 1999 e havia um medo geral em todo o mundo, por causa do grande bug do milénio que iria afetar todos os sistemas informáticos ao redor do planeta, quando chegasse ao dia 31 de Dezembro de 1999, à s 23:59, os computadores não iriam mudar para o novo milénio, em vez disso, iriam retroceder até ao inÃcio do século, no ano de 1900.
Escreviam-se livros apocalÃpticos sobre o fim do mundo, as grandes cadeias de televisão anunciavam o colapso das grandes economias mundiais, manifestações ocorriam contra a inação dos governos, pessoas começaram a viajar para lugares longÃnquos dos grandes centros urbanos para se protegerem daquilo que aà vinha. Uma autêntica histeria dominava as mentes dos cidadãos de todo o mundo, quando chegou o momento da passagem do século, nada aconteceu a não ser os festejos do fim do ano.


Os computadores aceitaram o ano 2000 e as previsões sobre o fim do mundo eram exageradas.
Seguiram-se com o passar do milénio, diversos conflitos mundiais que colocavam em causa a estabilidade da ordem mundial: ocorreu o 11 de Setembro, a guerra no Iraque, a crise financeira de 2008, a Guerra na Ucrânia, a Covid-19 e as alterações climáticas. Todos os anos, os profetas da desgraça antecipavam um cenário apocalÃptico, vinha ai o fim do mundo!
Ora, acontece que ainda aqui estamos vivos e de boa saúde, o que contraria o pessimismo de muitos daqueles que prosperam financeiramente, socialmente e politicamente, com a incerteza global gerando o pânico social com grandes discursos sobre o fim do mundo.
Não! Meus caros leitores! O fim do mundo ainda não é agora, nem ainda estamos na terceira guerra mundial. Antecipa-se um ano difÃcil, com os conflitos na Ucrânia, no Médio Oriente e com a presidência de Donald Trump, mas nada que não se controle, porque todos ganhamos com a estabilidade mundial.
Chega de seguirmos “Gretas” desta vida, ou Guterres de outras vidas, existem muitas coisas que ocorrem no mundo e que não são noticiadas. É hora de termos esperança no mundo melhor e sermos menos catastrofistas.
Bom natal caro leitor.
José Martins – Jornalista







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