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20 Janeiro, 2021

Hospitais de Portalegre e Elvas: “Temos conseguido bastar-nos a nós próprios”

No Alentejo, todos os hospitais estão muito perto da rutura. Em Évora dezenas de doentes chegam às unidades hospitalares e aguardam internamento, assim como em Beja.

Em Évora, há 13 camas dos Cuidados Intensivos ocupadas e 56 na enfermaria.

Já em Beja, as cinco camas dos Cuidados Intensivos estão ocupadas e a enfermaria muito perto do limite.

“Bastar-nos a nós próprios”

No hospital de Portalegre, os cuidados intensivos e enfermaria ainda têm camas vazias.

“Todos os dias há reajustamentos (altas, observações) e temos conseguido colmatar. Em Elvas, o espaço foi mudado e estamos, neste momento, a conseguido bastar-nos a nos próprios”, afirma Vera Escoto, Diretora Clínica da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE (ULSNA).

Restruturar para ganhar operacionalidade

“Foi preciso restruturar os serviços do hospital e quando deixamos de fazer as cirurgias agendadas e passamos a fazer só as cirurgias de urgência e oncológicas, o espaço teve de ser libertado para aumentar resposta covid”, observou a responsável.

É sabido que à medida que a situação pandémica aumenta de gravidade, os hospitais portugueses começam a ficar sem capacidade de resposta. Uma situação que muito tem sido analisada e discutida nos últimos dias com o cenário cada vez mais grave em Portugal.

A região do Alentejo está cada vez mais pressionada, onde as 33 camas de cuidados intensivos para doentes com covid estavam todas ocupadas (dados de domingo) e a taxa de ocupação em enfermaria era de 83%, de acordo com a ARS.

Aqui não há hospitais privados com dimensão suficiente para acolher pacientes do SNS, informa o jornal Público, numa peça datada de 18 de janeiro.

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