É sabido que à medida que a situação pandémica aumenta de gravidade, os hospitais portugueses começam a ficar sem capacidade de resposta. Uma situação que muito tem sido analisada e discutida nos últimos dias com o cenário cada vez mais grave em Portugal.


A região do Alentejo está cada vez mais pressionada, onde as 33 camas de cuidados intensivos para doentes com covid estavam todas ocupadas (dados de domingo) e a taxa de ocupação em enfermaria era de 83%, de acordo com a ARS.
Aqui não há hospitais privados com dimensão suficiente para acolher pacientes do SNS, informa o jornal Público, numa peça datada de 18 de janeiro.
Pressão nos hospitais do Alentejo
No Alentejo, todos os hospitais estão muito perto da rutura. Em Évora dezenas de doentes chegam às unidades hospitalares e aguardam internamento, assim como em Beja.
Em Évora, há 13 camas dos Cuidados Intensivos ocupadas e 56 na enfermaria.
Já em Beja, as cinco camas dos Cuidados Intensivos estão ocupadas e a enfermaria muito perto do limite.
“Bastar-nos a nós próprios”


No hospital de Portalegre, os cuidados intensivos e enfermaria ainda têm camas vazias.
“Todos os dias há reajustamentos (altas, observações) e temos conseguido colmatar. Em Elvas, o espaço foi mudado e estamos, neste momento, a conseguido bastar-nos a nos próprios”, afirma Vera Escoto, Diretora ClÃnica da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE (ULSNA).
Restruturar para ganhar operacionalidade
“Foi preciso restruturar os serviços do hospital e quando deixamos de fazer as cirurgias agendadas e passamos a fazer só aas cirurgias de urgência e oncológicas, o espaço teve de ser libertado para aumentar resposta covid”, observou.












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