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20 Março, 2023

Trabalhadores das Finanças de Beja protestam esta terça-feira

Dignificação profissional dos trabalhadores que se encontram com um regime de carreiras por regulamentar há mais de dois anos.

Os trabalhadores do Serviço de Finanças de Beja realizam esta terça-feira, 21 de março, a partir das 10 horas, um protesto em frente às instalações, prevendo-se que ocorram constrangimentos no atendimento ao público.

A concentração decorre do protesto nacional em curso promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), contra o colapso da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT)  e que reivindica a dignificação profissional dos trabalhadores que se encontram com um regime de carreiras por regulamentar há mais de dois anos, o que entre outros problemas, os impede de progredir na carreira que neste momento é uma carreira a 90 anos, pelo que a estrutura sindical avançou na sexta feira passada com novo pré-aviso de greve, para  abril, que dará cobertura à continuidade das ações de protesto por todo o país, podendo vir a ser sentidos constrangimentos nas repartições de Finanças, nos serviços de atendimento, de inspeção ou de controlo da fronteira.

O STI vinca que a convocatória da greve parcial tem na sua génese a insatisfação dos trabalhadores que têm assistido, na última década, a uma crescente degradação no seu funcionamento, com a saída de milhares de efetivos  para a aposentação e com a execução de medidas que aparentam querer esvaziar as funções essenciais e de autoridade e que complicam procedimentos, prejudicando também os contribuintes. 

De acordo com o balanço social de 2021 (o último a ser produzido) que refere como 10.782 o número de trabalhadores na AT, destes, 3776 têm mais de 60 anos, ou seja, hoje representam, pelo menos, mais de 35% do seu efectivo.


Além da paralisação e protesto, estão a ser realizadas ações de sensibilização junto dos cidadãos e a realização de rastreios cardiovasculares aos trabalhadores, de alerta para os riscos a que estes estão sujeitos devido à sobrecarga com que se trabalha na AT e para a falta de Medicina no Trabalho, numa chamada de atenção para a necessidade de valorizar e dignificar as funções que os trabalhadores desempenham.

O STI reitera querer criar incómodo e pressão, não nos cidadãos, mas na Direção-geral da AT e no Governo, querendo ver, da parte destes, de uma vez por todas, soluções, preto no branco, com vista à dignificação das carreiras dos mais de 10 mil efetivos do sector, que lhes permitam a perspetiva de futuro para que voltem a ter orgulho nas funções que desempenham e na organização em que trabalham.

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