Os trabalhadores do Serviço de Finanças de Beja realizam esta terça-feira, 21 de março, a partir das 10 horas, um protesto em frente às instalações, prevendo-se que ocorram constrangimentos no atendimento ao público.
A concentração decorre do protesto nacional em curso promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), contra o colapso da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e que reivindica a dignificação profissional dos trabalhadores que se encontram com um regime de carreiras por regulamentar há mais de dois anos, o que entre outros problemas, os impede de progredir na carreira que neste momento é uma carreira a 90 anos, pelo que a estrutura sindical avançou na sexta feira passada com novo pré-aviso de greve, para  abril, que dará cobertura à continuidade das ações de protesto por todo o paÃs, podendo vir a ser sentidos constrangimentos nas repartições de Finanças, nos serviços de atendimento, de inspeção ou de controlo da fronteira.
O STI vinca que a convocatória da greve parcial tem na sua génese a insatisfação dos trabalhadores que têm assistido, na última década, a uma crescente degradação no seu funcionamento, com a saÃda de milhares de efetivos para a aposentação e com a execução de medidas que aparentam querer esvaziar as funções essenciais e de autoridade e que complicam procedimentos, prejudicando também os contribuintes.
De acordo com o balanço social de 2021 (o último a ser produzido) que refere como 10.782 o número de trabalhadores na AT, destes, 3776 têm mais de 60 anos, ou seja, hoje representam, pelo menos, mais de 35% do seu efectivo.
Além da paralisação e protesto, estão a ser realizadas ações de sensibilização junto dos cidadãos e a realização de rastreios cardiovasculares aos trabalhadores, de alerta para os riscos a que estes estão sujeitos devido à sobrecarga com que se trabalha na AT e para a falta de Medicina no Trabalho, numa chamada de atenção para a necessidade de valorizar e dignificar as funções que os trabalhadores desempenham.
O STI reitera querer criar incómodo e pressão, não nos cidadãos, mas na Direção-geral da AT e no Governo, querendo ver, da parte destes, de uma vez por todas, soluções, preto no branco, com vista à dignificação das carreiras dos mais de 10 mil efetivos do sector, que lhes permitam a perspetiva de futuro para que voltem a ter orgulho nas funções que desempenham e na organização em que trabalham.















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