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9 Maio, 2021

S. Mateus: Sim ou Não? Confraria não quer assumir responsabilidade e aguarda autorização

Juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade respondeu ao artigo de opinião de João Fernando, no "Face a Face".

O Juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, Carlos Damião, afirma que não estão reunidas as condições para esta instituição avançar com a realização das festividades religiosas integradas nas festas da cidade: O São Mateus.

“Os Órgãos da Confraria não querem assumir responsabilidades, nesta fase da Pandemia”

Carlos Damião

O responsável justifica a sua posição “com as restrições impostas pelo Covid 19, a Confraria não pode organizar qualquer evento sem prévia autorização da DGS, do Município e da Proteção Civil. Os Órgãos da Confraria não querem assumir responsabilidades, nesta fase da Pandemia. Logo que haja autorização das Entidades Competentes, a Confraria imediatamente organizará as Festas, tão desejadas pelos Elvenses. Estamos atentos, mas não vamos cometer erros que nos possam responsabilizar. A Saúde Pública está primeiro”, refere.

“S. MATEUS: SIM OU NÃO? É HORA DE DECISÃO”

João Fernando

Esta resposta surge na sequência do artigo de opinião do elvense João Fernando Velez Vinagre, na rúbrica “Face a Face”, onde o mesmo questiona as entidades responsáveis, autarquia e confraria, sobre a realização do “S. MATEUS: SIM OU NÃO? É HORA DE DECISÃO”:

“O Ayuntamiento de Badajoz anunciou recentemente que a Feria de S. Juan vai regressar este ano, depois da pandemia ter obrigado ao cancelamento da edição de 2020.

O recinto junto ao Caia prepara-se, assim, para receber um certame adaptado às circunstâncias actuais, sem as tradicionais “casetas”, mas onde não faltarão os “comes-e-bebes” e divertimentos.

Por cá, a sensivelmente quatro meses de distância do S. Mateus, penso ser chegada a altura da Confraria do Senhor Jesus da Piedade e do Município tomarem posição sobre a feira.

O regresso do mercado quinzenal ao tabuleiro superior do Parque da Piedade tem corrido bem e, na continuidade do mesmo, realizar a feira de Maio talvez fosse um bom balão de ensaio para Setembro. Mas o terceiro fim-de-semana deste mês está aí à porta e, pelo menos que se saiba, não está prevista a realização do certame.

Compreendo naturalmente a cautela em torno da decisão sobre o S. Mateus. No entanto, com a reserva que a conjuntura exige, é chegado o momento das entidades organizadoras dizerem de sua justiça.

À Confraria interessará planear com a devida antecedência as cerimónias religiosas, o “desenho” do terreno em função do número possível de feirantes e a contratação atempada da iluminação ornamental e pirotecnia.

Já a autarquia, por sua vez, tem que decidir o que está disposta a fazer e até onde poderá ir em termos de aportação financeira. Até porque as eleições autárquicas estão previstas para 26 de Setembro, dia do regresso dos Pendões, e qualquer decisão anunciada em cima da hora poderá cheirar a eleitoralismo.

Sendo óbvio que ainda é arriscado decidir a esta distância, defendo no entanto que deve haver não só um plano A como B quando se trata de um evento com a magnitude e importância da Feira de S. Mateus e das festividades religiosas em honra do Senhor Jesus da Piedade.

Em jeito de pequena “sondagem”, gostava de conhecer a opinião de quem me lê: S.Mateus em 2021, sim ou não? Eu, pela minha parte, digo sim”, pode ler-se neste artigo assinado por João Fernando.

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