O Movimento Independente de Estremoz, MIETZ votou contra a proposta de Alteração da Estrutura Orgânica do Município de Estremoz, nas últimas duas reuniões de Câmara. Em comunicado, o MIETZ esclarece porque votou contra esta proposta. No dia dia 12 de junho, segundo o Movimento Independente de Estremoz, foi apresentada uma proposta para a reunião de Câmara do dia 12 de junho, que foi reprovada. “Passadas 48 horas depois do chumbo, voltaram a colocar o ponto na Ordem do dia da reunião extraordinária, para o dia 19 de junho, com nova proposta, acrescida de mais seis setores, sem, novamente, apresentarem dados ou relatórios que justifiquem a necessidade de estruturar os serviços. A pressa da nova votação deve-se ao facto de o Vereador Nuno Rato ter referido, particularmente, não estar disponível no dia 19. Logo, com a sua ausência, a proposta poderia ser aprovada. Mas o oportunismo falhou. A informação fornecida aos vereadores não tinha dados financeiros”.
Segundo o MIETZ, a proposta n.º 13273 “incluía mais três chefes de divisão que, somando a remuneração a todas as despesas inerentes ao cargo, perfaz um total de cerca de 155 mil euros anuais. Também inclui uma NOVA Equipa Multidisciplinar, cujo chefe custaria ao Município cerca de 40 mil euros anuais. Somando estes valores já vamos com cerca de 195 mil euros”.
O Movimento Independente de Estremoz afirma ainda que ” a Estrutura Orgânica atual tem 28 setores (subunidades). A proposta apresentada contemplava 42 setores, um acréscimo de 14. Se forem preenchidos com Técnicos Superiores, seguindo a regra do atual executivo, cada um irá custar cerca de 1500 euros mensais, mais as despesas inerentes à contratação, podemos somar aos números anteriores mais 294 mil euros. Até aqui já temos cerca de 490 mil euros anuais.
Seguindo o historial de gestão do atual executivo, ainda iriam comprar uma viatura para cada chefe de divisão. Se nos orientarmos pela última aquisição, um Kia Sportage 1.6T – GDI 265CV Phev 6AT Tech – Híbrido, pelo valor de 35.270,71€ mais IVA, podemos juntar às contas anteriores mais 130 mil euros.”
O Movimento Independente de Estremoz, MIETZ considera que não há necessidade para esta reestruturação, “foi esta a proposta que o executivo PS levou a votação, duas semanas seguidas. Há necessidades desta reestruturação? Consideramos que não”.
Ainda sobre a reunião de Câmara do dia 12 de junho, o MIETZ afirma que um munícipe “tentou expor as preocupações, lamentando que o Município de Estremoz não tenha sido um dos 23 Municípios a assinar, recentemente, o Contrato de Homologação da Estratégia Local de Habitação “Construir Portugal”.
O Movimento Independente de Estremoz acusa o presidente de não querer debater o assunto , “cortou-lhe a palavra, tanto no assunto da Habitação, como no do Programa Estremoz Férias. Segundo o presidente este Programa só custa 6,5€/dia a cada criança e só lá vai quem quer…”
O MIETZ refere ainda em comunicado que, a vereadora do Pelouro da Educação referiu que há despesas a pagar, “que não se pode utilizar o erário público como se quer, acrescentando que o que é gratuito nunca é valorizado pelas pessoas”.
O Movimento Independente de Estremoz considera que, “se podem gastar do erário público cerca de 200 mil euros num Festival de Fado, porque não podem gastar umas centenas de euros no Estremoz Férias dirigido às crianças?” Considerando que, “o é gratuito nunca é valorizado. Mas então o Festival do Fado não foi todo gratuito? Não podem gastar dinheiro com três semanas de ocupação de tempos livres das “nossas” crianças, mas podem gastar num mês inteiro de espetáculos de Fado em todas as freguesias do concelho?”
O MIETZ acusa o executivo PS de querer dar “tachos” e Fados a mais, Habitação e Educação a menos.”













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