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15 Junho, 2022

Hospital de Portalegre sem Urgência de Obstetrícia

Serviço irá reabrir na próxima sexta-feira às oito da manhã.

A urgência de obstetrícia do Hospital de Portalegre encerrou às cinco da manhã desta quarta-feira, 15 de junho, sendo que só reabrirá na próxima sexta-feira, 17 de junho, às oito da manhã.

De acordo com o Núcleo de Portalegre do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), “este encerramento decorre da falta de profissionais de saúde para assegurar o funcionamento do serviço, uma vez que, como afirmou o porta-voz da unidade hospitalar, este hospital só dispõe de um médico obstetra no serviço de urgência”. 

Esta situação junta-se assim a muitas outras que têm vindo a ser denunciadas pelo MDM em outras regiões do país.

Grávidas têm de ir para Hospital de Évora – Alerta Movimento

“Deixando-nos particularmente preocupadas uma vez que, tendo em conta que este é o único hospital do Alto Alentejo que dispõe desse serviço, o seu encerramento significa a não existência de urgência de obstetrícia em todo o distrito, obrigando as mulheres grávidas que se dirijam ao Hospital Dr. José Maria Grande em Portalegre, ao de Santa Luzia em Elvas e sub de Ponte de Sor a serem encaminhadas para o Hospital do Espírito Santo em Évora, ou para unidade hospitalar mais próxima, o que representará uma deslocação acrescida de várias dezenas de quilómetros”, denunciam. 

O Movimento alerta para o facto de “os sobressaltos no serviço de obstetrícia do Hospital de Portalegre são uma situação recorrente e grave que coloca em causa os direitos das mulheres e das crianças do nosso distrito, ao mesmo tempo que contribui para a assimetria no acesso aos cuidados de saúde na nossa região, já por si marcada pelas fragilidades que a interioridade comporta”. 

Desta forma, o Núcleo de Portalegre “subscreve as posições tomadas pelos núcleos de Lisboa e Setúbal deixando claro que o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) valoriza sempre a capacidade, esforço e empenho dos profissionais de saúde do SNS, mas reclama também, e mais uma vez, que é preciso garantir dignidade a esses trabalhadores, sujeitos a ritmos intensos e muitas horas extra de trabalho.

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