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25 Abril, 2026

Forte da Graça celebra 10 anos de requalificação e afirmação de Elvas como destino turístico

O presidente da Câmara indicou que o concelho dispõe atualmente de mais de 1000 camas turísticas e mais de 4500 lugares na restauração, com cerca de 1900 pessoas a trabalhar diretamente nestas áreas.

No âmbito das comemorações dos 52 anos do 25 de Abril, Elvas assinalou também o 10.º aniversário da requalificação do Forte da Graça, com uma visita ao monumento evocada sob o tema “O Forte do meu tempo”, destacando a importância da intervenção realizada há uma década.

A iniciativa integrou o programa comemorativo do 25 de Abril no concelho e serviu para recordar o impacto da obra de requalificação no desenvolvimento turístico e económico de Elvas.

Rondão Almeida – Presidente da Câmara Municipal de Elvas

O Presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida, sublinhou à Perspetiva, a relevância estratégica da intervenção no património militar da cidade, enquadrando-a num processo mais amplo de valorização patrimonial.

“Foi uma requalificação muito importante. Se há 30 anos tínhamos começado um trabalho que nos levou à classificação de Elvas como Património da Humanidade e hoje somos a cidade de Portugal com mais elementos classificados pela UNESCO, o Forte da Graça foi uma grande referência”, afirmou.

O autarca recordou ainda o percurso de recuperação do património fortificado da cidade, referindo intervenções anteriores nas muralhas, fortins, conventos e no Forte de Santa Luzia, até à recuperação do Forte da Graça, que considera um dos principais ex-líbris do concelho, a par dos Arcos da Amoreira.

“Estes dois elementos (Forte da Graça e Arcos da Amoreira) são fundamentais e trouxeram a cidade de Elvas para um novo capítulo, deixando de ser uma cidade de passagem para ser um destino turístico”, destacou.

José Rondão Almeida afirmou que Elvas se consolidou como destino turístico há mais de uma década, sublinhando o impacto direto na economia local, nomeadamente nos setores da restauração e hotelaria.

“O Forte da Graça é visitado, em média, por cerca de 40 mil pessoas por ano. Isso diz-nos muito. E quando olhamos para a evolução da restauração e da hotelaria nos últimos 20 anos, percebemos que a base da sustentabilidade económica do concelho passa muito por estes setores”, referiu.

O presidente da Câmara indicou ainda que o concelho dispõe atualmente de mais de 1000 camas turísticas e mais de 4500 lugares na restauração, com cerca de 1900 pessoas a trabalhar diretamente nestas áreas.

“Esqueçam que se volta ao ciclo do comércio transfronteiriço de fronteira fechada. Isso já passou há mais de 50 anos. Nestes 30 anos à frente dos destinos do concelho, muito mudou, e graças a Deus, para melhor”, concluiu.

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