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17 Fevereiro, 2019

Festival Terras sem Sombra em Reguengos de Monsaraz

Reguengos de Monsaraz integra pela primeira vez a programação do Festival Terras sem Sombra. Este festival realiza-se no Alentejo desde 2013 e junta a música, o património e a biodiversidade.

No dia 23 de fevereiro, às 15 horas, haverá uma visita ao Museu do Fresco, em Monsaraz, guiada pela historiadora e Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, e pelo químico António Candeias.

Em 1958 foi descoberto no antigo tribunal da vila, que é atualmente um museu, uma invulgar pintura a fresco de finais do século XV, obra-prima da arte tardo-gótica que evoca, alegoricamente, as Justiças Divina e Humana. Esta obra é o ponto de partida para uma conversa intitulada “O Bom e o Mau Juiz: Alegorias da Justiça na Audiência de Monsaraz”.

“O Bom e o Mau Juiz: Alegorias da Justiça na Audiência de Monsaraz”

“A Ordem Natural das Coisas: Música Espanhola e Portuguesa dos Finais do Século XIX” é o nome do concerto com o Trio Arbós que vai decorrer no dia 23 de fevereiro, pelas 21:30, na Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, em Monsaraz. Este trio formado por Cecília Bercovich (violino), José Miguel Gómez (violoncelo) e Juan Carlos Garvayo (piano) surgiu em 1996, tem o nome do violinista, maestro e compositor espanhol Enrique Fernández Arbós (1863-1939) e é considerado um dos mais reputados ensembles de câmara europeus.

O Trio Arbós está sediado em Madrid e o seu repertório estende-se dos autores clássicos e românticos até à contemporaneidade. Em Monsaraz vão interpretar obras de Felipe Pedrell (1841-1922), Joaquim Malats (1872-1912), Alexandre Rev Colaço (1854-1928) e Enrique Granados (1867-1916).

Trio Arbós

No dia 24 de fevereiro, a partir das 9:30, na Praça da Liberdade, realiza-se a iniciativa “Interpretar a Paisagem: Reguengos de Monsaraz e o seu Hinterland”, que terá como guias os geógrafos José Muñoz-Rojas e Teresa Pinto Correia.

Desta forma pretende-se explicar as transformações que Reguengos de Monsaraz tem tido nas áreas da vinha, do olival e com a albufeira do Alqueva, pensando no futuro e na qualidade de vida de quem vive nessa paisagem e quem com ela se relaciona. Assim, interessa entender as dinâmicas e avaliar o que se perde e o que se ganha e que desafios se colocam a uma gestão integrada.

 

 

 

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