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9 Fevereiro, 2021

Évora está a evoluir positivamente à pandemia, mas “não nos deve descansar”, alerta autarca

Casos de Covid-19 abrandam no concelho de Évora, após valores máximos registados em dezembro e janeiro.

O concelho de Évora, através da autarquia eborense, fez o ponto de situação relativamente à incidência da pandemia covid 19.

Dezembro e janeiro com agravamento constante

“Como era previsível, os meses de dezembro e janeiro apresentaram um agravamento constante da pandemia Covid-19 no concelho de Évora, no Alentejo Central (distrito de Évora) e em Portugal.

Alerta: Falta de profissionais e rutura no hospital

Há muito que a Câmara Municipal de Évora (CME) identificou e alertou (incluindo a nível regional e nacional) para as principais dificuldades e estrangulamentos de um eficaz combate à pandemia, em particular, a falta de profissionais de saúde (na saúde pública, no ACES-Agrupamento de Centros de Saúde, no HESE-Hospital do Espírito Santo de Évora), a falta de cuidadores e outros profissionais para resposta às estruturas residenciais para idosos e outros, a possibilidade de rutura no HESE, o apoio e a capacidade operacional das Associações de Bombeiros Voluntários.

Plano de Emergência atempadamente definido

Precavendo o agravamento da pandemia, a CME – com base no Plano de Emergência atempadamente definido – tomou um conjunto de medidas preventivas e operacionais:

Destaca-se, a passagem da Zona de Acolhimento Municipal a funcionar em residência cedida pela Universidade de Évora e fruto de uma parceria entre a CME, a Proteção Civil, a Saúde (ACES) e a Segurança Social, a EAR – Estrutura de Acolhimento Residencial, de modo a dar resposta a todo o Alentejo Central, incluindo o Hospital.

A EAR tem capacidade para, pelo menos, 40 utentes. Este processo foi concluído, em termos operacionais, em novembro passado.

Estrutura Municipal de Apoio ao Hospital

Destaca-se a criação da Estrutura Municipal de Apoio ao Hospital (EMA/HESE) para doentes Covid-19.

projeto Aconchegar ofereceu 20 camas

O Município de Évora assegurou toda a adaptação do edifício bem como a logística; o HESE supervisionou, validou e cedeu equipamentos de saúde; o projeto Aconchegar ofereceu 20 camas hospitalares completas.

A criação da EMA/HESE revelou-se decisiva para evitar a rutura do HESE e foi ativada a 7 janeiro de 2021.

A EMA/HESE funciona com equipas de saúde do HESE e equipas de apoio da CME, numa parceria exemplar.

81 Doentes do distrito passaram pela EMA/HESE

Completa-se hoje um mês de funcionamento da EMA/HESE e há a relevar a importância da EMA/HESE no apoio ao Hospital e na prestação pública de cuidados de saúde Covid-19 à população do Alentejo Central, sendo que, até ao dia 6 de fevereiro, 81 doentes de todo o distrito já passaram pela EMA/HESE.

Maioria dos contágios foi no seio familiar e surtos em lares

No concelho de Évora, a pandemia cresceu em dezembro e janeiro, tendo atingido o valor máximo (pico) a 27/1/2021, com 750 novos casos nos 14 dias anteriores, correspondendo a 1.430,5 casos por 100.000 habitantes.

A maioria dos contágios verificou-se em seio familiar e em surtos em lares, estes últimos constituindo as maiores preocupações pelo risco envolvido para os utentes e funcionários. Desde 27/1/21, os novos casos têm vindo a descer e o número de pessoas recuperadas tem aumentado significativamente.

A 4 de fevereiro, o número de novos casos nos últimos 14 dias baixou para 473, correspondendo a 902,2 casos por 100.000 habitantes e Évora desceu de “risco extremamente elevado” para “risco muito elevado”.

Esta evolução é muito positiva.

536 Casos ativos

Os dados de 6 de fevereiro, mantêm a tendência positiva: recuperaram 171 pessoas, sendo o total de recuperados de 2433; os casos ativos são agora 536, dos quais 13 novos; o total de casos desde o início da pandemia é de 3026; não houve óbitos, mantendo-se o total de 57.

Registam-se seis surtos dos quais dois em resolução (28 dias sem novos casos) e os restantes 4 em lares estão controlados.

Instalação de rede de fornecimento de oxigénio

 A EMA/HESE tinha sete doentes e iniciou-se a instalação de uma rede de fornecimento de oxigénio, a cargo do Hospital.

Melhoria da situação pandémica não nos deve descansar

A melhoria da situação pandémica não nos deve descansar porque se mantêm condições de propagação da doença e os riscos abrangem todos.

É, pois, essencial que se continuem a cumprir as orientações da Direção Geral de Saúde, nomeadamente, quanto à distância física e ajuntamentos, quanto ao uso de máscara, quanto aos cuidados sanitários e higienização.

O Município de Évora continuará a aplicar o Programa de Emergência de combate à pandemia Covid19, a implementar todas as medidas que se revelem necessárias e a assegurar, com as condições de seguranças exigidas, todas as atividades municipais essenciais”, informa, em comunicado, a autarquia de Évora.

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