Estremoz volta a afirmar-se como um dos principais centros nacionais de promoção das tradições e do património cultural imaterial, acolhendo mais uma edição do Mercado do Património Cultural Imaterial.
Ao longo do fim de semana, o Jardim Municipal reúne 64 mestres do saber-fazer, oriundos de norte a sul do país e das ilhas dos Açores e da Madeira, num encontro que celebra a autenticidade das artes e ofícios tradicionais portugueses.


Do figurado de Barcelos à filigrana, dos lenços dos namorados às camisolas poveiras, da renda de bilros aos bordados de Castelo Branco, das flores de papel de Campo Maior à olaria do Redondo e de São Pedro do Corval, passando pelas mantas alentejanas, pela viola campaniça, pelos chocalhos ou pelos tradicionais Bonecos de Estremoz, o certame apresenta algumas das mais representativas expressões da identidade cultural portuguesa.


A grande marca distintiva do evento continua a ser o trabalho ao vivo desenvolvido pelos artesãos, permitindo aos visitantes acompanhar de perto técnicas ancestrais transmitidas entre gerações e contactar diretamente com os seus mestres.
“O melhor do saber fazer nacional está aqui. Os grandes Mestres. Os verdadeiros “Cristianos Ronaldos dos Artesãos”


Para Alexandre Correia, Grão-Mestre da Confraria do Boneco de Estremoz, entidade promotora da iniciativa, o mercado representa uma celebração da riqueza das tradições portuguesas e um reflexo da união de esforços em torno da salvaguarda do património cultural imaterial.
O responsável destaca a presença de mestres oriundos de todo o território nacional e das regiões autónomas, considerando que Estremoz se assume, cada vez mais, como um ponto de encontro privilegiado entre artesãos, colecionadores e visitantes.
“Estremoz criou uma marca reconhecida a nível nacional nesta área e se tornou uma referência para outros territórios na forma como promove e preserva as tradições“


Já o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, sublinha que a preservação do figurado e do património artesanal faz parte da identidade do concelho e do ADN cultural do município.
O autarca destaca o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos na valorização do património imaterial, considerando que Estremoz criou uma marca reconhecida a nível nacional nesta área e se tornou uma referência para outros territórios na forma como promove e preserva as tradições.
Além da mostra artesanal, o programa inclui conferências, apresentações temáticas, grupos tradicionais e momentos musicais, reforçando a dimensão cultural e pedagógica do evento.
Até domingo, Estremoz assume-se como a capital portuguesa do património cultural imaterial, reunindo alguns dos mais genuínos mestres das artes ancestrais portuguesas e colocando o saber-fazer tradicional no centro das atenções.











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