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22 Julho, 2024

Empatia. O Longo Caminho para a Independência.

José Martins, com 30 anos de idade, irá escrever um conjunto de crónicas que resultam do seu trabalho após várias entrevistas a pessoas que nasceram diferentes de nós, com limitações físicas, mas que fizeram um percurso de superação.

José Martins apresenta-se na Perspetiva, na qualidade de estagiário do curso de Jornalismo e Comunicação pela Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Politécnico de Portalegre. 

Os textos que iremos publicar são alusivos às entrevistas realizadas pelo José a utentes do CAVI – Centro de Apoio à Vida Independente, integrado no MAVI – Modelo de Apoio à Vida Independente. 

Na nossa Constituição está consagrado o Princípio da Igualdade: 

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. 2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Mas estará este Princípio Constitucional a ser respeitado, nomeadamente quando questionamos as pessoas com deficiência?  Somos realmente todos iguais? com os mesmos direitos? Temos efetivamente todos as mesmas oportunidades?

O MAVI é um programa nacional que assenta na disponibilização de assistência pessoal a cidadãos com deficiência ou incapacidade, através dos CAVI.

O programa MAVI tem como objetivo ser um instrumento de garantia às pessoas com deficiência ou incapacidade das suas condições de acesso para o exercício dos seus direitos de cidadania e para participação nos diversos contextos de vida em igualdade com os demais.

Através do trabalho realizado pelo José Martins ficaremos a conhecer histórias com protagonistas reais, o seu percurso e as transformações que alcançaram nas suas vidas após a integração no programa.

Ele próprio (o José)  é um exemplo de resiliência, porque insiste e persiste em fazer o seu caminho e conquistar a sua independência emocional, habitacional, académica e profissional.

José Martins sofre de distrofia muscular congênita, que provoca atrofia muscular e malformações no corpo.

Desprovido de referências familiares no seu crescimento e estruturação emocional, José não teve natais nem aniversários memoráveis. 

Não teve uma infância como a maioria de nós, com amigos e descobertas felizes. Não teve uma casa que lhe embale as memórias.

Tentem, por um minuto, imaginar-se na pele do José. 

Transportem-se para o corpo do José e imaginem-se “presos/as” nas suas limitações.

Em muitos momentos da sua vida, todos nós falhamos com o José. Enquanto sociedade evoluída, que queremos ser, as nossas instituições públicas sociais nem sempre estiveram à altura dos desafios. 

Está na hora de sermos empáticos e de aceitarmos o convite para viajar, por breves minutos, nas palavras e histórias aqui contadas.

Por este José, por todos os Josés que são diferentes na diferença, mas iguais no Querer, no Ser, no Sentir. Iguais a mim, a ti.

É este o desafio que a Perspetiva faz a todos os seus leitores e seguidores com a criação deste espaço que tem a designação de EMPATIA.

Se procurarmos no dicionário, a palavra EMPATIA significa a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa e a capacidade de se identificar emocionalmente com o outro.

Conseguem fazer este exercício em cada crónica aqui publicada?

O José está a formar-se em jornalismo e comunicação e ele pretende aqui demonstrar que o jornalismo também é contar histórias transformadoras, inspiradoras e de resiliência que nos façam refletir e imprimir mudanças, por mínimas que sejam,  no nosso quotidiano. A Perspetiva acredita que pequenas mudanças podem levar a importantes transformações e este é o nosso contributo.

PERSPETIVA

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