O município de Elvas celebra no próximo sábado, dia 7 de maio, o património cultural e humano da cidade de Elvas.
O programa da celebração será marcado pelo lançamento do catálogo da exposição Smuggling de João Louro, atualmente patente no MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas, e culmina com o jantar comemorativo do Prémio A ao colecionismo atribuído pela Fundación Arco à Coleção António Cachola, que terá como cenário o Forte da Graça.
Durante o encontro será possível ficar a conhecer as iniciativas que o MACE e a Coleção António Cachola irão apresentar brevemente em Elvas e noutros locais do país, em especial a participação no programa oficial da primeira edição da feira ARCO Lisboa, que decorrerá entre os dias 25 e 29 de maio.
O encontro contará com a presença de artistas representados na coleção, galeristas, agentes culturais, mecenas, colecionadores, entre outros amigos e convidados que se deslocam especialmente a Elvas para homenagear o colecionador.
O Prémio A ao colecionismo foi atribuído à Coleção António Cachola no passado dia 23 de fevereiro, no âmbito da realização da 35º edição da feira internacional de arte contemporânea ARCO Madrid.
Trata-se de uma distinção inédita em Portugal que destaca a obra e o percurso do colecionador elvense, dedicado nos últimos 25 anos à criação de uma coleção que hoje reúne mais de seiscentas obras e permite expor em permanência na sua cidade natal artistas contemporâneos portugueses.
A atribuição do Prémio A à Coleção António Cachola prestigia Elvas e o MACE, contribuindo para projetar o museu municipal que acolhe e expõe a coleção, tal como a própria cidade, o seu património e oferta cultural, no circuito artístico português e internacional.


António Cachola e Nuno Mocinha (Presidente da Câmara Municipal de Elvas) aquando da entrega do prémio “A” Al Coleccionismo.
Sobre a Coleção António Cachola:
Começou a ser construída no início da década de 1990 e reflete os últimos 25 anos da criação artística visual realizada por artistas portugueses, que começaram a expor pública e regularmente a partir da década de 1980.
A coleção propõe uma cartografia dinâmica do sistema da arte português e resulta de um movimento constante de aproximação do colecionador a artistas e instituições. Desde o início que uma vontade pessoal de colecionar, foi acompanhada pela determinação em conferir uma dimensão pública à coleção e, assim, em 2007, nasce em Elvas, cidade património mundial da Unesco, o Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), instituição com tutela municipal que acolhe em depósito a Coleção António Cachola.
A coleção foi desenvolvendo uma estratégia mista de aquisições, quer alargando o espetro de artistas que a integram, quer acompanhando o percurso de alguns artistas de forma intensiva, assumindo, assim, uma composição intergeracional e interdisciplinar. Sem limites técnicos ou temáticos, a Coleção António Cachola está em contínuo crescimento e é composta por mais de seiscentas obras de mais de uma centena de artistas.














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