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21 Dezembro, 2017

CDU contra construção do edifício Millennium BCP em Elvas

"A CDU está disposta, caso esta pretensão da Câmara vá em frente, a levar o caso até ao órgão fiscalizador da Unesco em Paris”.

A CDU Elvas realizou esta quinta-feira, dia 21 de dezembro, uma conferência de imprensa na qual se pronunciou sobre algumas questões da gestão municipal:

Contra construção do edifício Millennium BCP

“Sobre o caso Millennium BCP, a CDU considerou que a deliberação aprovada na Câmara Municipal, pela maioria PS, mostra falta de bom senso e vai ao arrepio do interesse público.

Esta deliberação que visa dar inicio aos procedimentos para permitir a construção de um edifício do referido banco, em plena rotunda do tribunal, mesmo em cima do jardim municipal, ocupando o espaço público onde se localiza o estacionamento do mesmo e uma zona verde, não traz, na opinião da CDU, nenhum benefício para o concelho, pois até poderá contribuir com a redução do número de balcões para a redução de postos de emprego, como constitui um aberração urbanística tanto mais grave que estamos numa cidade classificada Património da Humanidade.

A CDU está disposta, caso esta pretensão da Câmara vá em frente, a levar o caso até ao órgão fiscalizador da Unesco em Paris”.

Necessidade urgente de reabilitação do bairro da Boa-Fé

Sobre o Plano e Orçamento do Município para 2018, a CDU manifestou a esperança de ver as questões para as quais alertou a autarquia contempladas neste documento.

Entre estas questões está a necessidade urgente de reabilitação do bairro da Boa-Fé, por forma a eliminar o amianto existente nalgumas casas e criar condições de habitabilidade dignas, assim como as obras necessárias para promover o bem estar animal no canil municipal;

Cabos das operadoras são poluição visual

Sobre a taxa municipal de direito de passagem que a Câmara aprovou, a CDU entende que passando os cidadãos a pagar na sua fatura de telecomunicações essa taxa, é dever da autarquia defender o interesse do concelho e dos munícipes ao exigir das respetivas operadoras que enterrem os cabos em calhas técnicas, pondo fim a situação de caos atual, onde os cabos consubstanciam uma verdadeira poluição visual na paisagem urbana, incluindo no centro histórico de uma cidade Património da Humanidade”.

 

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