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10 Janeiro, 2023

Bancada Socialista questiona início da obra de prédio na Quinta dos Arcos: “Porque inicia a obra em 2024 e não em 2023?”

Socialistas abstiveram-se na votação da candidatura ao financiamento para a obra. Acusam executivo de aproveitamento eleitoral e questionam pertinência do empréstimo.

A Comissão Política Concelhia de Elvas do Partido Socialista emitiu um comunicado sobre a Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Elvas, realizada no dia 9 de janeiro, relativa ao tema da candidatura ao financiamento para a construção do prédio na quinta dos Arcos, em Elvas, para renda acessível.

Os eleitos do Partido Socialista (PS) abstiveram-se na votação da proposta sobre “Candidatura ao Financiamento da Construção do Prédio na Quinta dos Arcos – Renda Acessível”.

Nesta missiva, os eleitos socialistas justificam a sua abstenção:

“Estamos perante um empréstimo no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), enquadrado na “Estratégia Local de Habitação” (ELH), para financiamento de uma obra prevista pelo Partido Socialista, no âmbito do acordo celebrado com o IHRU, I.P. (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana) e que pretende responder às necessidades de habitação de renda acessível, a colocar à disposição do concelho de Elvas, principalmente as famílias mais necessitadas.

Apesar da concordância com o financiamento desta obra, tão necessária face ao contexto social e económico que vivemos nos dias de hoje, o Partido Socialista levantou as seguintes questões:

1- Porque prevê o executivo camarário iniciar a obra em 2024 e não em 2023? A este propósito, a bancada socialista considera que, a assim ser, existe uma sobreposição à urgência da intervenção, pela oportunidade colocada pelo calendário eleitoral autárquico.

2- Por outro lado, estando em causa um empréstimo de € 6.610.619,66, que excede o limite de endividamento do município (este no valor de € 5.306.966,16), apesar da excecionalidade prevista neste contexto, não seria aconselhável fazer uso de parte das disponibilidades do município, nomeadamente dos 700 mil euros, constituídos como depósitos a prazo, deixados em final de mandato pelo executivo do PS?”, questionam.

O Presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Elvas, Bruno Mocinha, sublinha ainda a tomada de posse de Lito Vidigal como membro da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Elvas, por substituição.

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