A candidata da CDU à Câmara de Elvas, Ana Albergaria, faz da mobilidade e dos serviços públicos os pilares da sua candidatura. Sentada numa paragem onde, durante hora e meia, não passou qualquer autocarro, usou a metáfora para exigir uma rede de transportes que ligue todas as freguesias. Defende o regresso da maternidade como exigência obrigatória ao Governo, à semelhança da conquista da ligação ferroviária de passageiros há oito anos, e questiona: “Porque é que em mais de uma década de património UNESCO não nasceram empresas ligadas ao turismo?” Nas contas que trouxe, mostrou que os elvenses pagam mais 5 euros por mês de água (mais 60 euros por ano) do que em Avis, criticando a privatização do serviço.
“Durante hora e meia, não passou qualquer autocarro“


Ana Albergaria: “Está na altura de colocar à prova a capacidade das mulheres em Elvas”
Candidata da CDU à Câmara Municipal de Elvas, a sindicalista e militante do PCP assume a política como um compromisso com a cidade que a acolheu há 27 anos, defendendo a fixação de jovens, a criação de emprego e a necessidade de uma voz feminina na liderança autárquica.
Aos 45 anos, natural do Porto e residente em Elvas há quase três décadas, Ana Albergaria apresenta-se como candidata da CDU à Câmara Municipal. Militante do PCP e dirigente sindical ligada à CGTP-IN desde 1998, afirma que este é um desafio que aceitou com sentido de compromisso.
“Eu sou militante do PCP, nunca tive uma relação de relevo com o partido, mas foi-me feito o convite pela coligação (que junta PCP e PEV) e achei que podia fazer alguma coisa pela cidade que me acolheu há já 27 anos. Não considero que seja a mesma cidade hoje que era na altura. É um compromisso que aceito, apesar de não ser a minha perspetiva, aceitei o desafio. Acredito que é necessário colocar gente mais próxima das pessoas. A CDU é uma coligação com que me identifico, estamos juntos da população todos os dias e não só de quatro em quatro anos.”
“Achei que podia fazer alguma coisa pela cidade que me acolheu há já 27 anos.”


Questionada sobre a forma como se define, a candidata descreve-se como alguém próxima das preocupações alheias. “A Ana Albergaria é uma mulher que veio para Elvas de uma cidade grande, Porto, e que acredita que o interior é muito importante porque as pessoas vivem mais umas para as outras. Sempre, quer a nível pessoal ou profissional, tive uma tendência para acompanhar as preocupações dos outros. Vim fazer o estágio de fim de curso para Campo Maior e a primeira vez que vim a Elvas, acho que foi aquele instinto que me disse que era um bom sítio para eu viver.”
É a primeira vez que se apresenta a eleições, num concelho atualmente governado por um movimento independente e onde nunca houve uma mulher à frente da autarquia. “Eu acredito, é importante que haja aqui fixação de jovens e não só, de famílias também. O nosso objetivo final é fixar jovens e trazer postos de trabalho e empresas. Mas é todo o percurso também para lá chegarmos.”
“Está na altura de dar oportunidade a outras caras e pessoas e mulheres, porque não?”
Sobre o facto de ser mulher, candidata pela primeira vez, e não natural de Elvas, Ana Albergaria sublinha a necessidade de mudança. “Está na altura de fazer diferente. Elvas sempre foi governada por homens, está na altura de colocar à prova a capacidade das mulheres. Somos mulheres e mães. Temos uma forma de ver as coisas necessariamente diferente, com mais sensibilidade. Está na altura de dar oportunidade a outras caras, pessoas e mulheres, porque não?”
Ana Albergaria: “A Câmara parece uma empresa, mas não é. Nem o presidente é o CEO”


Na entrevista à Perspetiva, a candidata da CDU à Câmara de Elvas defende mais acessibilidades, melhores serviços públicos, mais creches e empregos de qualidade, recusando a lógica empresarial na gestão autárquica.
Sobre as prioridades da CDU para dinamizar a economia de Elvas, Ana Albergaria é clara: “Até à criação de novas empresas e termos mais e melhores empregos, temos a questão das acessibilidades.”
“As acessibilidades são essenciais.”
A candidata destaca projetos há muito falados e nunca concretizados, como o alargamento da estrada Elvas-Campo Maior e a variante a Santa Eulália: “Não se percebe como é que hoje em dia existe uma estrada com aquelas limitações do túnel. É necessária também uma concertação entre os municípios do Alto Alentejo para a ligação entre a A23 e a A6. Tudo o que seja para encurtar é necessário que cada um dos partidos e coligações utilize a sua representação a nível nacional para fazer pressão, para chatear, para que esta questão seja concretizada, com recurso aos fundos adequados. Toda esta melhoria facilitaria a rapidez nos transportes e podermos rapidamente chegar a qualquer lado de uma forma mais segura. Faz toda a diferença o tempo que demoramos.”
A ferrovia como conquista e exemplo


Tal como no transporte rodoviário, também na ferrovia a candidata defende pressão política constante. “É uma exigência que as autarquias têm de fazer junto dos seus eleitos na Assembleia da República e junto dos governos.”
Recordou a luta de 2017: “A ligação de passageiros em Elvas foi uma conquista de há oito anos, conseguida por Manuela Cunha, a nossa candidata nessa altura. Temos de fazer o mesmo: ser insistentes e lutar para garantir serviços essenciais que permitam fixar pessoas no concelho.”
Mas para a candidata não basta falar de infraestruturas. “É extremamente difícil decidir viver em Elvas quando aqui não temos condições de saúde. Chegamos ao hospital com o filho de três anos – e isto aconteceu comigo – e eu não posso ir ao hospital de Elvas, tenho de ir para Portalegre. Eu sei do que falo porque são as minhas vivências e experiências.”
“Não podemos afastar a experiência pessoal, porque qualquer pessoa que venha para cá vai ter as mesmas dificuldades.”
Outra das grandes preocupações é a falta de creches. “Mesmo que se queiram inscrever as crianças antecipadamente, nós temos de as inscrever antes de nascerem. Ainda não planeámos ter filhos e já temos de os inscrever nas creches”, ironizou. “Temos de criar mais creches, mais condições, e elas têm de existir em todas as freguesias. Ainda que em dimensões menores, têm de existir vagas em todo o concelho. Não precisamos construir nada do zero quando temos imensas instalações encerradas, como por exemplo a escola junto à estação. Pode ser reutilizada para creche, para outro serviço ou até para habitação de função.”
“Ainda não planeámos ter filhos e já temos de os inscrever nas creches.”
Ana Albergaria: “Elvas tem de ter maternidade e serviços de saúde que atraiam famílias”


Na área da saúde, habitação, segurança e fiscalidade, a candidata da CDU à Câmara de Elvas insiste na necessidade de investimento público, requalificação de edifícios existentes e maior proximidade entre a população e o município.
No campo dos serviços públicos, Ana Albergaria não tem dúvidas: “Nós defendemos o Serviço Nacional de Saúde e até à data ainda não sofremos do mal da instalação e proliferação de hospitais privados. Mas é necessário o investimento no edifício do Hospital de Elvas e dos equipamentos nos serviços. É essencial a maternidade, obstetrícia e pediatria em permanência. Elvas tem de ter maternidade.”
“Elvas tem de ter maternidade.”
Questionada sobre como sustenta esta pretensão, responde: “Não fazendo investimentos noutras coisas, como a construção de creches de raiz. Queremos mais creches, mas não precisamos construir do zero. Podemos requalificar os edifícios existentes. Mas não conseguimos atrair médicos e profissionais de saúde se não tivermos serviços. Uma família vem para cá, como é que vai ter filhos se não tem condições?”
A candidata critica o caminho seguido no país. “Tudo isto acontece pelo investimento no privado e pela transformação da saúde pública em negócio. Não temos médicos porque foi permitido que construíssem hospitais privados em todo o lado e agora os médicos preferem o privado: têm mais condições e mais salário. Como ainda não fomos tomados na região por esse flagelo, acredito que existe a possibilidade de fazer alguma coisa por nós.”
“É preciso ser insistente e estar na luta.”
E deixa claro o método: “Sendo muito chato. Estando longe do poder central, existe dificuldade em fazer entender a quem tem tudo que há dificuldades em algumas zonas. É preciso sermos insistentes, estar na luta, na rua, e fazer com que os nossos representantes na Assembleia transmitam os nossos problemas. É para isso que são eleitos.”
Emprego de qualidade


Na questão do emprego, Ana Albergaria sublinha a necessidade de atrair empresas que dêem condições aos trabalhadores. “É necessário trazer empresas que produzam alguma coisa e não trabalhos precários. O call center tem valor, cria postos de trabalho, mas na realidade é um trabalho temporário, dependente de concursos de cinco em cinco anos. Isto é atirar areia para os olhos das pessoas. Todos nós achamos que trabalhar seria uma coisa para a vida toda, mas na realidade não é.”
Para a candidata, Elvas precisa de empresas com futuro, que aproveitem o potencial humano do concelho. “Temos muitos licenciados que acabam em call centers ou supermercados, e deixam de sonhar porque não há oferta. Qual é a criança que sonha ser operador de call center?”
“Temos de ter mais formação, mais escolas, mais cursos, mais empresas nas áreas agrícolas.”
No raio-x ao mundo laboral em Elvas, Ana Albergaria critica ainda o modelo de gestão da autarquia. “Nós temos um potencial enorme nas pessoas, mas a oferta é limitada. A Câmara Municipal parece uma empresa, mas não é. Nem o presidente é o CEO da empresa. Não pode ser feita a gestão de um concelho ou de uma cidade como se de uma empresa se tratasse, porque não é. Os trabalhadores da Câmara são, na realidade, quem pôs o presidente a trabalhar e não o contrário.”
“A Câmara parece uma empresa, mas não é. Nem o presidente é o CEO da empresa.”


A candidata acusa o atual executivo de desvalorizar os direitos dos trabalhadores. “Por exemplo, em relação aos trabalhadores da função pública na Câmara de Elvas, temos 22 dias de férias, mas podemos ir até aos 25. Porque é que não dão os 25? Depois, contam com os trabalhadores para as feiras medievais e outras atividades. O patrão acha sempre que o trabalhador tem direitos a mais.”
“Não há falta de segurança”
No tema da segurança, Ana Albergaria afasta alarmismos: “Eu não posso considerar que Elvas é uma cidade insegura. Existem alguns episódios pontuais, mas as soluções passam por aplicar a lei de forma igual para todos e pelo aumento dos efetivos da PSP e da GNR. Eu vivo no Largo de São Domingos desde 2000, nunca tive problemas: nunca roubaram o meu carro, nunca me assaltaram a casa. Não há falta de segurança, há incidentes pontuais.”
“Não faz sentido construir mais quando há tantas casas vazias que podem ser recuperadas.”
Sobre habitação, a candidata diz apoiar a estratégia local já existente. “Tem de haver arrendamento acessível, regras claras e manutenção a longo prazo. Não faz sentido continuarmos a construir quando há tantas habitações vazias que podem ser recuperadas e habitadas. O trabalho não termina com a construção ou requalificação, tem de ser acompanhado.”
“Não tenho possibilidade, mas ajudem-me: devia existir um gabinete de apoio da Câmara para estas situações.”
Em matéria fiscal, critica o regresso da taxa de IMI. “A isenção do IMI fazia parte da classificação do património mundial. Se foi retirada, não posso concordar que agora seja aplicada. Não posso concordar que se diga: quem cuida não paga e quem não cuida paga a dobrar. Há famílias que gastam o que têm no interior das casas, e por isso não conseguem pintar o exterior. Não devemos impor tão rigidamente essa regra.”
Ana Albergaria propõe soluções alternativas. “Devia haver a abertura por parte da Câmara Municipal de um apoio direto à população: por exemplo, alguém não tem possibilidade de pintar, mas poderia pagar 20 ou 30 euros por mês ao município. Era como um empréstimo social. Não tenho possibilidade, mas ajudem-me. Isto é um caso real, e como ele muitos outros. Era importante criar um fundo e um gabinete de apoio à população neste sentido.”
Por fim, a candidata reconhece limites no seu conhecimento sobre dossiês internos. “Quando não estamos dentro das coisas, temos de ter cautela. Eu, a Margarida e o José Eurico estamos em desvantagem porque nunca estivemos na Câmara e há situações que só se dominam estando lá.”
Ana Albergaria: “Se a água não tivesse sido privatizada, hoje podíamos estar a reduzir 30% na fatura”


A candidata da CDU à Câmara de Elvas critica a concessão da água ao privado, denuncia falta de qualidade no serviço e admite avaliar até a rescisão do contrato com a Aquaelvas, caso se revele compensatório.
A CDU de Elvas posiciona-se de forma clara sobre a fatura da água. “Nós na CDU não fazemos campanha de denegrir, mas nunca estaríamos nesta situação de falar em renegociar valores se a água não tivesse sido privatizada. Nunca teríamos esta conversa se não a tivessem concessionado.”
Ana Albergaria compara os custos no concelho com os do município vizinho, gerido pela CDU. “Na Câmara Municipal de Avis, a água não é privatizada. Fiz um estudo com base num consumo de uma habitação com um agregado de três pessoas, 10 m³ por mês. Em Avis paga-se cerca de 29,50€. Em Elvas, pelos mesmos 10 m³, paga-se 34,25€. É uma diferença de 15%.”
“Se estão a propor reduzir 15%, na prática não estão a propor nada.”
Para a candidata, a proposta socialista não é convincente: “Se estão a fazer uma proposta de redução de 15% na fatura, na realidade não estão a fazer proposta nenhuma. A redução de 15% iria baixar apenas para o mesmo valor de Avis. Se a água não tivesse sido concessionada, hoje podíamos estar a reduzir 30%. Isso sim seria uma proposta. Agora reduzir 15% é só ridículo, porque é estar a corrigir um erro que nunca devia ter acontecido.”
Água: “Na realidade, não houve uma melhoria tão significativa.”
A candidata também questiona a qualidade do serviço prestado. “Deveria ter sido a autarquia a assumir a melhoria da rede, porque quem paga isto tudo somos nós. E, na realidade, não houve uma melhoria tão significativa. Várias vezes abro a torneira e a água sai castanha, não consigo beber água da torneira. Nós, quando pagamos, queremos ser bem servidos, até num café. Sendo a água um bem essencial, se pagamos mais, devíamos ter mais qualidade, e isso não acontece.”
“Pago mais e recebo água castanha. Isto é inaceitável num bem essencial.”
Quanto à revisão do contrato com a Aquaelvas, Ana Albergaria admite cautela, mas não fecha portas. “Primeiro tinha de ler todos os contratos. Não estamos a par de todas as informações como os outros candidatos que já foram e são poder. Dizem que é loucura pôr fim ao contrato, mas sem saber não podemos dizer. Mesmo que seja preciso pagar uma indemnização elevada, o cidadão já está a pagar valores muito elevados na fatura. Gostaria de saber qual é esse valor exatamente. Pode vir a revelar-se até compensatório, uma vez que ainda faltam 10 anos até ao fim do contrato.”
Ana Albergaria: “Elvas é património mundial, mas falta profissionalizar o turismo e dar vida ao comércio local”


A candidata da CDU à Câmara Municipal de Elvas defende maior investimento na promoção turística, manutenção do património, dinamização cultural e apoio ao comércio tradicional, sublinhando que a cidade tem “muito potencial que não tem sido aproveitado”.
Formada em gestão hoteleira, Ana Albergaria olha para o turismo como uma das áreas em que Elvas precisa de fazer diferente. “Elvas está no mapa porque tem história, cultura e património e não é pelo facto de existir uma empresa ou outra que colocaram aqui. Já ouvi isso e fico muito perturbada. É necessário, apesar da classificação da UNESCO, mais investimento também na forma de dar a conhecer a cidade.”
“Defendo a profissionalização do setor do turismo porque Elvas já é património da UNESCO.”
A candidata lembra que “há mais de uma década que temos esta classificação e poucas empresas surgiram ligadas ao turismo, à exceção talvez dos hotéis. Faz todo o sentido os restaurantes adaptarem as suas ementas à gastronomia regional, como a açorda alentejana ou a sopa de tomate com figos, porque é um produto diferenciador. Se o património nos distingue, não é menos verdade que a gastronomia também. As pessoas querem ter experiências únicas.”
Entre as propostas está a criação de circuitos turísticos com tuc-tuc (que já existiram, através de um privado), visitas guiadas às freguesias e um roteiro que inclua gastronomia, alojamento e atividades culturais. “Não é só ter hotéis, receber as pessoas e deixá-las fazer o que quiserem. Temos de programar. Devíamos criar um roteiro de visitas, onde comer, dormir e as várias atividades que existem. As festas características do concelho, como as Aleluias na Terrugem, são únicas. Eu não conheço sítio nenhum onde façam aquilo. E é lindo. Temos de divulgar estes eventos, criar percursos, motivos de visita. Não podemos ficar à espera dos visitantes. Devemos convidá-los a conhecer-nos e dar-lhes ainda mais razões para nos visitarem.”
“Não podemos ficar à espera dos visitantes, devemos convidá-los.”
No que toca à conservação do património, Ana Albergaria critica a falta de manutenção. “Está esquecido. Fez-se a reabilitação e pronto. Por exemplo, o Aqueduto da Amoreira: parece metade de cada nação. Se queremos receber pessoas, temos de estar em constante manutenção dos espaços e isto é uma prioridade. Em pior estado não está nenhum, mas em melhor estado podíamos estar todos.”
“É urgente fazer diferente.”
Também a política cultural precisa de nova energia. “Devíamos dar mais espaço às associações locais para demonstrarem as suas atividades. Podemos criar uma semana aberta das associações, incluir estas atividades nas noites de verão, e não só músicos, cantores e folclore. Temos muito mais do que isso: ginástica, dança, entre outros. Eu acho que os Arcos da Amoreira deviam ter mais visibilidade. Elvas é uma cidade com muito potencial e não tem sido aproveitada. É urgente fazer diferente.”
“Em Elvas não há uma loja que venda capotes ou produtos regionais de forma diferenciada.”
Quando se fala de comércio tradicional, Ana Albergaria é pragmática: “É necessário haver investimento no comércio e incentivar a abertura de mais negócios. Mas isso só pode acontecer com transportes, hospital e mais pessoas a viver aqui. Até resolvermos estas questões não vai haver investimento porque não há clientes.”
E dá exemplos concretos: “Em Elvas não há uma loja que venda capotes ou produtos regionais de forma diferenciada. Temos a pastelaria Canhão, no Centro Histórico, mas podíamos ter outro espaço mais central para vender sericaias grandes e em doses individuais. É preciso pensar diferente e deixar de vender todos a mesma coisa.”
Na sua perspetiva, o município deve ter um papel ativo. “A Câmara poderia disponibilizar espaços e reduzir valores de renda para incentivar negócios pensados e não ao acaso. Deve ter uma palavra a dizer sobre os setores e mercados de negócio, através de um estudo de viabilidade. E aqui também a Associação Empresarial pode ter um papel importante.”
Ana Albergaria: “É cedo para conjeturar cenários, mas acredito que irá prevalecer o bom senso”


A candidata da CDU à Câmara de Elvas admite que não se fecham portas no pós-eleições, mas insiste que a prioridade deve ser a cidade.
Questionada sobre cenários pós-eleitorais, Ana Albergaria recusa precipitações. “É muito cedo para conjeturar cenários, mas não acredito que alguém queira prejudicar a cidade. Acredito que irá prevalecer o bom senso.”
Ainda assim, não deixou de apontar riscos. “Acredito que possa haver alguns a quem faz bem ter este poder de ser presidente, alguma vaidade, mas não acredito que queiram o mal da cidade. Parceiros, parcerias… nós já somos uma coligação. Portanto, é ir andando e vendo.”
E rematou com uma provocação em tom reflexivo:
“Quantos dos nossos sonhos se tornariam pesadelos se corressem o risco de se concretizar?”













There are no comments for this post yet.
Be the first to comment. Click here.