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Carlos RodriguesOpinião
16 Maio, 2016

Os 88 pontos tinham chegado. À justa!

Feitas as contas, há que enaltecer o Benfica e o Sporting pela incerteza e emoção que proporcionaram até à última jornada do campeonato e dar os parabéns ao Benfica que foi a equipa que fez mais pontos, e por isso, mereceu a conquista do campeonato. Ponto final.

No dia 14 de Janeiro deste ano, em vésperas de iniciar a segunda volta do campeonato nacional de futebol, Jorge Jesus afirmara “Acredito que podemos fazer uma segunda volta melhor, mas se fizermos igual serão 88 pontos. Assino já por baixo”.

88 pontos foi exatamente o número que fez do Benfica tri-campeão nacional (39 anos depois de o ter sido pela última vez). Acredito que JJ teria assinado também por baixo dos 42 pontos que o Sporting acabou por fazer na segunda volta. Não contaria porém, com o implacável Benfica de Rui Vitória que realizou uma extraordinária 2º volta, assegurando 48 dos 51 possíveis nesta segunda metade do campeonato, desperdiçando pontos apenas contra os dragões, no seu próprio estádio.

Ninguém pode apontar o dedo à equipa leonina: a campanha que a turma de Alvalade fez nesta edição 15/16 da Liga portuguesa foi exemplar. 86 pontos obtidos seriam, quase por regra, suficientes para levantar o troféu de campeão nacional. Só que o Benfica foi ainda mais forte, recuperou 7 pontos para o Sporting, colocou-se na frente e depois teve “estaleca” para aguentar a pressão do primeiro lugar nos momentos cruciais.

Há aquele adágio que diz que os campeonatos são definidos nos jogos em que os favoritos se defrontam. Não foi o caso. O Sporting acabou o campeonato com um saldo bastante positivo nos confrontos diretos (2 vitórias sobre o FCP, 1 vitória folgada sobre o Benfica na Luz e uma derrota em Alvalade). Os leões podem culpabilizar-se sobretudo pelos pontos perdidos nos jogos teoricamente mais fáceis, contra equipas como o Boavista, Tondela e União da Madeira.

Por outro lado, o Benfica começou o campeonato a meio gás (perdendo pontos com o Arouca, FCP e União). Rui Vitória precisou de algum tempo de adaptação para impor as suas ideias, e acabou por não alterar em demasia o esquema de jogo da equipa, nem era aconselhável fazê-lo, caso contrário o processo de assimilação das ideias seria mais demorado e romperia com uma fórmula de sucesso.

Depois de alguns tropeções e de um futebol mais atabalhoado, numa altura em que se chegou a pensar que o Benfica estaria arredado da discussão do título, eis que o clube da Luz começou a caminhada em direção à glória, o que culminou numa segunda volta com 16 vitórias, o que não se via desde o Benfica de 90/91, na altura orientado por Sven-Goran Erikson.

Feitas as contas, há que enaltecer o Benfica e o Sporting pela incerteza e emoção que proporcionaram até à última jornada do campeonato e dar os parabéns ao Benfica que foi a equipa que fez mais pontos, e por isso, mereceu a conquista do campeonato. Ponto final.

Na cabeça dos adeptos da luz já pairará por agora, a ideia de um tetra-campeonato, o que seria algo inédito na história do clube.  Na dos do Sporting reacende a esperança pela reconquista do campeonato nacional – que desta vez lhes escapou por tão pouco.

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