O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, presidiu à cerimónia de assinatura do auto de consignação da empreitada do Troço Alandroal/Elvas, da linha Évora – Caia.


A cerimónia realizou-se esta segunda-feira, dia 4 de novembro, no salão nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Elvas.
A Obra:


Trata-se do 3º troço Alandroal/ Linha Leste, composta por 38,5 quilómetros de plataforma de via férrea; 26 obras de artes correntes; 15 obras de artes especiais, com um prazo de execução de 28 meses.
A ligação está integrada no corredor Sines–Badajoz e foi adjudicada à Sacyr Somage, S.A. por 130,5 milhões de euros.
Ministro: “Estamos atrasados em décadas”


O Ministro Pedro Nuno Santos lembrou que “este é o último ato que depende do Estado. Não estamos aqui a anunciar ou a prometer nenhuma obra. Estamos a consignar mais um troço desta importante obra”.
Quanto à velocidade a que têm vindo a decorrer as obras daquele que é considerado o maior investimento ferroviário dos últimos 100 anos, o Ministro foi perentório:
“Estamos efetivamente atrasados, mas não é em anos, é em décadas de desinvestimento na linha férrea”, advertindo que tem sido aposta do presente e anterior governo, “recuperar o tempo perdido para alcançarmos uma rede ferroviária atual de que nos possamos orgulhar”.
“Ferrovia é o futuro”


O governante reforçou a sua perspetiva sobre a importância desta infraestrutura, considerando que a “ferrovia é o futuro (…) é o melhor instrumento para aproximar as pessoas e valorizar o território”.
O Corredor Internacional Sul irá permitir uma “melhor e maior ligação à Europa e um aprofundamento da ligação ibérica, uma vez que a economia ibérica está ainda insuficientemente integrada, apesar de representar 30% das trocas comerciais”.
De acordo com o estudo divulgado pela Infraestruturas de Portugal, Espanha é o maior parceiro comercial de Portugal, representando 30% das trocas comerciais para o nosso país.
“Alentejo conta para o desenvolvimento nacional”


Por último, o Ministro aludiu à região Alentejo, afirmando que neste projeto “a população pode sentir que conta e que integra o desenvolvimento nacional”, terminando o seu discurso com palavras de otimismo: “Vamos lá embora por o país nos carris”, disse.
Nuno Mocinha: “Não é uma promessa, é o começo de obra”


Nuno Mocinha, Presidente da Câmara Municipal de Elvas, referiu que “é uma grande satisfação, enquanto autarca e português, assistir hoje aqui à assinatura deste auto consignação, pois não é uma promessa, é antes o começo de uma obra”.
O autarca considerou ainda que esta infraestrutura ferroviária “é fundamental para o desenvolvimento”, acrescentando que “é um projeto de todos, incluindo Portugal e Espanha”.
Corredor Internacional Sul


O Corredor Internacional Sul – Linha de Évora, integra os troços Évora Norte/Freixo; Freixo/Alandroal e Alandroal/Linha do Leste.
A Linha de Évora terá uma extensão total de cerca de 100 quilómetros, 80 dos quais de construção nova e assegurará a circulação de comboios de mercadorias com 750 m e em via única eletrificada (25 K V-50 Hz) sobre plataforma para via dupla, balastrada com carril UIC60 e travessa de betão polivalente, ficando assim preparada para, no futuro, receber a bitola europeia.
Este investimento permitirá, no trajeto ferroviário entre Sines e Caia, uma redução de 140 quilómetros (extensão) e 3:30 horas, em tempo de percurso.





















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