O património, a arquitetura e a identidade histórica de Estremoz servem hoje de inspiração a cerca de duas dezenas de artistas portugueses e estrangeiros, oriundos de Portugal, Espanha e Itália, entre outros, que participam na iniciativa “Pintar Estremoz – Centro Histórico”, integrada nas comemorações do centenário da elevação de Estremoz à categoria de cidade.
Ao longo do dia, os participantes percorrem diferentes zonas da cidade para registarem, através da arte, alguns dos seus espaços mais emblemáticos. Durante a manhã, os trabalhos decorreram na Baixa de Estremoz, enquanto a parte da tarde é dedicada ao centro histórico e à zona alta da cidade.


As obras produzidas durante esta jornada de pintura ao vivo serão apresentadas ao público ao final do dia, numa exposição inaugurada nas instalações do Regimento de Cavalaria n.º 3. A mostra poderá ser visitada até ao próximo dia 10 de julho, proporcionando aos visitantes a oportunidade de conhecer diferentes interpretações artísticas da cidade e do seu património.
A iniciativa é promovida pela Artmoz – Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz.


Entre os participantes encontra-se Rodrigo Mafra, natural de Portalegre, que visita Estremoz pela primeira vez. Licenciado em Design de Animação pelo Instituto Politécnico de Portalegre, escolheu retratar o Pelourinho e a Igreja da Congregação, recorrendo à caneta e tinta-da-china.
“O que fiz até ao momento gostei. É muito desafiante desenhar Estremoz. Gosto de desenhar monumentos, edifícios e igrejas”, afirmou o artista.
Também pela primeira vez na cidade está Jesús Mendes, de Cáceres, em Espanha. O artista optou por pintar, em aguarela, uma vista da Igreja da Congregação no contexto do tradicional mercado de sábado.


“Estão aqui artistas de Espanha, Itália e Portugal para desenhar a cidade. Estremoz é muito inspiradora para desenhar. Cada recanto é um quadro. Estou encantado”, destacou.
Maria Amaral, de Lisboa, participa igualmente pela primeira vez na iniciativa. A artista, que trabalha em aguarela, considera Estremoz um verdadeiro desafio para quem gosta de representar património.
“É uma cidade muito bonita, com muitos monumentos e muita arquitetura. São edifícios difíceis de pintar, pelos inúmeros pormenores que apresentam”, referiu.











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