A Bienal Internacional do Alentejo, BIALE 27, foi oficialmente apresentada esta quinta-feira, 9 de abril, em Badajoz, Espanha, no espaço cultural El Hospital, Sala Vaquero da Diputación de Badajoz, marcando o arranque de um novo ciclo centrado no tema “ecocultura – arte, ambiente e ruralidade”.
A sessão assinalou não apenas a divulgação da próxima edição, mas também um momento estratégico para a afirmação internacional da iniciativa. O diretor artístico da BIALE, Carlos Godinho, sublinhou precisamente esse desígnio, destacando a importância da apresentação em território espanhol.


“O objetivo de apresentar a BIALE em Badajoz passa por internacionalizar a Bienal o mais possível. Este convite por parte da Diputación de Badajoz é fundamental e importante para nós. É o primeiro passo para essa internacionalização, ainda mais com a participação de artistas espanhóis”, afirmou.


O responsável recordou ainda o crescimento sustentado do projeto desde a sua criação, reforçando a ambição para 2027.
“Já estivemos na primeira e na segunda edições, mas penso que é a direção certa para o sucesso que esperamos para a edição de 2027. Trouxemos o nosso acervo, já temos um número significativo de artistas na nossa posse. É muito importante dar dimensão. Em 2025, ultrapassámos as quatro dezenas de candidatos e em 2027 acreditamos que serão muitos mais”, acrescentou.
Promovida pela associação cultural Artmoz, com sede em Estremoz, a BIALE 27 decorrerá estruturando-se em torno de três eixos fundamentais: arte, ambiente e ruralidade, reunidos sob o conceito de ecocultura.
A apresentação ficou ainda marcada pela inauguração da exposição “DeVAGAR entre bienais”, que reúne obras de mais de 50 artistas participantes nas edições de 2023 e 2025, dando a conhecer o acervo da Bienal. Durante o momento foi também introduzido o “Bacro”, uma peça concebida como elemento de ligação entre artistas e diferentes expressões artísticas.
Os músicos portugueses Sergio Galoh (voz e guitarra portuguesa) e Nelson Conde (viola campaniça) fizeram a abertura do evento.


Para a Diputación de Badajoz, a presença da BIALE representa um motivo de prestígio. Ricardo Cabezas, deputado daquela instituição, destacou a relevância da iniciativa no contexto cultural da região.
“Para a Diputación de Badajoz é uma autêntica honra ter nesta sala, que só no ano passado recebeu 280 mil visitantes e se especializou em arte contemporânea, recebermos esta exposição “DeVAGAR entre bienais”. Consideramos este projeto da BIALE de grande importância e tínhamos que o trazer para que pudesse ser desfrutado por todos os visitantes da província, da Extremadura e também pelos turistas”, referiu.


Também o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sádio, evidenciou o impacto do projeto na projeção do concelho.
“O município encontra-se muito focado em ganhar notoriedade não só no país, mas também à escala internacional, nomeadamente na Europa e no mundo. Este é um evento de um estremocense, o professor Carlos Godinho, que nos desafiou a criar a BIALE em Estremoz. Já tivemos duas edições, em 2023 e 2025, que correram muito bem, e agora o projeto já saiu de Estremoz, já está no Alentejo, em Espanha, e estará certamente noutras localidades do país”, afirmou, sublinhando ainda o “orgulho” do concelho em estar associado a “um projeto no campo das artes e da cultura que é único, diferenciador e impactante”.


A expansão territorial da Bienal é já uma realidade, com o município de Ponte de Sor a assumir-se como parceiro para a próxima edição. A vereadora Isabel Sádio destacou o interesse do concelho em integrar a iniciativa.
“O município de Ponte de Sor está numa fase de enamoramento muito positiva com a BIALE. Reconhecemos o trabalho desenvolvido pelo professor Carlos Godinho e pareceu-nos que, sendo um território que valoriza a cultura, fazia todo o sentido integrar esta dinâmica na nossa programação”, referiu.
A autarca adiantou ainda a intenção de acolher a Bienal já na edição de 2027.
“O objetivo é integrar já no próximo ano e receber a BIALE com as suas manifestações, não só em espaços patrimoniais ou urbanos. Estamos também a avaliar a possibilidade de receber a exposição no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor. Ponte de Sor e BIALE passarão a ser sinónimo a partir da próxima edição, muito certamente”, concluiu.
As duas primeiras edições da BIALE, realizadas em 2023 e 2025, reuniram mais de duas centenas de artistas de vários países e cerca de 4.600 visitantes em Estremoz, evidenciando o crescimento e a afirmação do projeto.
A organização ambiciona agora integrar a BIALE 27 na programação de Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura, alargando a presença da Bienal a várias cidades do Alentejo, como Beja, Évora, Portalegre, através da participação de Ponte de Sor.
A exposição “DeVAGAR entre bienais” estará patente ao público em Badajoz até 14 de maio, reforçando a ponte cultural entre Portugal e Espanha e antecipando o que será a próxima edição da Bienal Internacional do Alentejo.














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