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24 Janeiro, 2023

CDS-PP de Elvas retira confiança política à vereadora Paula Calado por “perda de independência”

Comissão Política Concelhia de Elvas do CDS-PP mantém apoio aos restantes autarcas do PSD eleitos pela coligação para a Assembleia Municipal e para a Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.

A Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Elvas reuniu na passada segunda-feira, dia 23 de Janeiro, para analisar e debater sobre diversos temas da atualidade política local e, em particular, sobre o percurso e conduta da vereadora Paula Calado no primeiro ano de mandato.

Nesse sentido, foram adotadas por unanimidade as deliberações de retirar a confiança política à vereadora Paula Calado e a continuidade do apoio aos restantes autarcas do PSD eleitos pela coligação para a Assembleia Municipal e para a Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.

A Comissão Política Concelhia de Elvas do CDS-PP justifica a retirada de confiança política a Paula Calado com o facto de “não pode deixar de notar que a perda de independência da vereadora eleita pela
coligação PPD/PSD.CDS-PP não é situação única no elenco camarário, que atualmente não tem qualquer
oposição. Esta não é, em nossa opinião, uma situação saudável em democracia, mas cada concelhia partidária pensará e agirá pelo que considere ser o melhor para os elvenses que depositaram a sua confiança nos candidatos que foram a sufrágio”.

Em comunicado, a Comissão Política Concelhia de Elvas do CDS-PP enquadra a situação e a sua tomada de posição.

“A 14 de Outubro de 2021, o CDS-PP de Elvas reuniu em plenário para discutir a posição a tomar perante a aceitação de pelouros pela vereadora Paula Calado, eleita pela coligação PPD/PSD.CDS-PP. Foi decidido por maioria manter o apoio à vereadora, aguardando por provas de trabalho e independência no mandato que então se iniciava, em nome de uma estabilidade governativa que melhor beneficie Elvas e os elvenses.
A aceitação de pelouros por um autarca eleito com o apoio do CDS-PP era, desde o início, uma hipótese a considerar, no caso de nenhum dos três eleitos pelo PS aceitar pelouros. Uma vez que todos os vereadores acabaram por aceitar mandato, o cenário provável de ingovernabilidade da Câmara não se verificou, tornando irrelevante para o governo camarário a momentânea posição privilegiada da vereadora eleita pelo PPD/PSD.CDS-PP. Acabou assim a vereadora Paula Calado por apoiar uma maioria que não necessitava do seu apoio e por comprometer uma oposição que o carecia.
Mais do que a aceitação de pelouros em si, a proximidade com o restante executivo municipal fez com que Paula Calado e os vereadores eleitos pelo PS deixassem de ser as primeiras vozes dos seus partidos para se diluírem politicamente no coro dirigido por Rondão Almeida. Prova disto é que o aumento das tarifas do lixo e da água, com impactos brutais na vida dos elvenses, era o tema central da campanha de Paula Calado e uma das únicas condições para que aceitasse pelouros, mas parece que deixou de o ser.
O CDS-PP, em consciência, não pode então manter o apoio a uma vereadora que deixou de representar os partidos que a elegeram, e cujo desempenho também já não vai sendo compreendido por simpatizantes dos dois partidos que compunham a coligação.
Assim, a Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Elvas, reunida no dia 23 de Janeiro de 2023, deliberou por unanimidade retirar a confiança política à vereadora Paula Calado.
Mantemos, no entanto, o nosso apoio a todos os restantes autarcas do PSD eleitos pela coligação para a
Assembleia Municipal e para a Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso. Sobre esta última, congratulamo-nos especialmente pela aprovação e inauguração da linha de apoio à vítima na
freguesia, resultante de uma medida apresentada conjuntamente pelos eleitos do PSD e CDS-PP.
Finalmente, o CDS-PP não pode deixar de notar que a perda de independência da vereadora eleita pela
coligação PPD/PSD.CDS-PP não é situação única no elenco camarário, que atualmente não tem qualquer
oposição. Esta não é, em nossa opinião, uma situação saudável em democracia, mas cada concelhia partidária pensará e agirá pelo que considere ser o melhor para os elvenses que depositaram a sua confiança nos candidatos que foram a sufrágio”.


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