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ActualRegional
13 Setembro, 2019

Campo Maior: Regresso à escola com os olhos no Futuro

Campo Maior é a primeira e única escola no território do Alentejo a aderir à aprendizagem de programação de forma lúdica.

O projeto “Campus Maior – Aprender a Acompanhar o Mundo” foi apresentado e divulgado na manhã desta sexta feira, 13 de setembro, no regresso às aulas no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior.

O projeto pioneiro e inovador tem por objetivo implementar a primeira escola portuguesa de programação, jogos, robótica para crianças e adolescentes, propondo-se a criar génios para o futuro.

Campo Maior é a primeira e única escola no território do Alentejo a aderir a este programa

A “SharkCoders”, empresa que está a por em prática o projeto em colaboração com o Município de Campo Maior, a CIMAA e o Agrupamento de Escolas de Campo Maior, está presente neste primeiro dia de aulas em três espaços separados com atividades diferentes em cada um deles:

Espaço Exterior: Demonstração de drones e atividades lúdicas associadas à programação e à robótica;

Sala de Robótica: Espaço com computadores e robots com os quais se pode interagir;

Sala de Informática: Espaço em que os alunos e os encarregados de educação poderão realizar atividades e desafios simples de programação.

Crianças/Jovens: “De Consumidores a Criadores”

Andreas Vilela, CEO da “SharkCoders” sublinhou a importância das crianças e jovens passarem de “consumidores a criadores”.

Fátima Costa, coordenadora técnica da “SharkCoders” explicou que “desde muito cedo é importante levar as crianças a aprenderem programação, associando a lógica ao raciocínio “.

No Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, as crianças têm a possibilidade desde os 5/6 anos terem contato com diversas atividades de programação de acordo com a sua faixa etária.

As atividades desenvolvidas estão integradas no currículo escolar, sendo que também os professores receberam capacitações técnicas.

Existe ainda um espaço com referência à componente do projeto “MBA Júnior” – APP mobile das Festas do Povo.

Paralelamente são divulgados testemunhos acerca da experiência de alunos e professores durante o ano letivo de 2018-19, assim como as expetativas para o futuro do projeto.

Gerações melhor preparadas para o futuro

Para Jaime Carmona, diretor do Centro Educativo, defende que é relevante “introduzir todas estas novidades tecnológicas nas crianças ainda em idades prematuras, para que daqui a alguns anos possamos tirar o melhor partido do conhecimento facultado a esta nova geração”.

“Campus Maior – Aprender a Acompanhar o Mundo”

De relembrar que o projeto “Campus Maior – Aprender a Acompanhar o Mundo” visa a implementação de um conjunto de medidas junto da comunidade educativa que promovam o sucesso educativo, e onde os jovens terão a oportunidade de aprender a utilizar a linguagem de programação, bem como adquirir outros conhecimentos e capacidades no domínio da robótica, criatividade e pensamento computacional.

O programa incide em cinco vetores de ação fundamentais: Economia e Empreendedorismo; Novas Tecnologias; Liderança e Comunicação; Ambiente e Sustentabilidade; Desporto, Cultura e Vida Saudável.

Esta ação está enquadrada na operação “Rede de Promoção do Sucesso Educativo” no Alto Alentejo aprovado e cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Alentejo 2020, através do Fundo Social Europeu.

Jaime Carmona: Campo Maior é uma vila “felizarda”

No Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, o novo ano letivo 2019/2020 iniciou com normalidade.

Os pais e encarregados de educação foram recebidos na escola, conheceram os professores e dinâmica dos trabalhos a serem desenvolvidos ao longo do ano.

Na globalidade, o conjunto de escolas em Campo Maior tem pouco mais de 1.200 alunos, sendo que destes 400 frequentam a escola secundária e 800 estão integrados no Centro Escolar.

Jaime Carmona, que assumiu recentemente funções no Centro, considera que Campo Maior é uma vila “felizarda” por registar este índice de juventude em idade escolar.

Relativamente ao corpo docente, Jaime Carmona admite que “faltam um ou dois docentes, portanto, estamos a arrancar com franca normalidade”.

 

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