O Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, assinalou o Dia do Agricultor, em Elvas.


O governante marcou presença esta quarta-feira, 15 de maio, no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Pólo de Inovação de Elvas, onde reuniu com os agricultores e dirigiu palavras encorajadoras a um setor que nos últimos anos tem andado de costas voltadas para o Ministério.


Desta forma, José Manuel Fernandes, começou por agradecer a todos os que trabalham a terra por “contribuÃrem para a riqueza” da economia do paÃs, ao mesmo tempo que definiu a atividade agrÃcola como sendo “coesão territorial; turismo; património e gastronomia”.
Melhorar o Rendimento dos Agricultores
O Ministro considerou importante “olhar o presente e projetar o futuro, na medida em que a agricultura tem uma dimensão estratégica”, sendo necessário “diminuir o défice do paÃs na balança comercial e melhorar o rendimento dos agricultores” face ao que produzem.Â


Atrair Jovens
José Manuel Fernandes considerou igualmente imperativo “rejuvenescer o setor” e tornar a área atrativa para a mão de obra e investimento de faixas etárias mais novas, “potenciando o investimento com taxa de juro zero e juntar subsÃdios para termos um setor verdadeiramente rentável e justo para quem produz”, defendeu.
Alentejo com Justiça
O governante chamou também a atenção para a necessidade da região Alentejo ser, finalmente, tratada “com justiça”.


“O Alentejo tem uma enorme capacidade em termos agrÃcolas, que temos de aproveitar, assim como os recursos hÃdricos. Precisamos de um plano para o armazenamento eficiente de água no território, uma vez que neste momento só conseguimos armazenar 20%, o resto vai parar ao mar”, alertou.
Ministério Unido
A união e coesão dentro do seu próprio ministério é um objetivo para José Manuel Fernandes, no decorrer da sua governação.
“Vamos unir o nosso Ministério, onde temos excelentes recursos. Podem contar connosco”, afiançou.
Descontentamento dos Agricultores: “Temos problemas brutais no setor”


Sobre as polémicas dos últimos anos, que tem levado milhares de agricultores para as ruas em protesto, o Ministro revelou estar disposto a ouvir, a dialogar e a decidir em concordância, ao mesmo tempo que reconheceu que as transições climáticas no setor têm de ser concretizadas gradualmente e com apoios:
“Temos de ouvir para melhor decidir. Temos problemas brutais no setor, onde queremos ouvir as vossas opiniões. Pensamentos únicos não funcionam, temos de atender à s especificidades do território (…) os agricultores não são vilões. Há narrativas que são inaceitáveis. Os agricultores não são inimigos do ambiente, são os grandes escultores da paisagem (…) as transições climáticas no setor têm de ser progressivas e devidamente apoiadas”.


Este ano, o dia do Agricultor foi assinalado sob o tema “Desafios e Oportunidades da Intensificação Sustentável da Agricultura”, tendo como debate o território, capacitação, investigação e inovação.














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