O GEDA – Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura de Campo Maior, lançou este domingo, dia 5 de junho, uma carta aberta sobre a conservação da natureza em Campo Maior.
A carta surge na data em que se assinala o Dia Mundial do Ambiente.
Nesta missiva são abrangidos vários setores do ambiente nesta vila alentejana, nomeadamente o tratamento de resíduos; água; tratamento de águas residuais; biodiversidade e temas atuais como o encerramento da Central Nuclear de Almaraz (Espanha) e o glifosato.
No que respeita ao tratamento de resíduos, o GEDA lembra que o mesmo foi entregue à empresa VALNOR – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos.
“Em Campo Maior, encontramos o exemplo de como a VALNOR funciona atualmente. A maioria dos nossos eco-pontos estão danificados e a sua renovação é nula. A sua recolha confunde os nossos munícipes pois as viaturas da VALNOR com o objectivo de reduzir viagens e assim custos, transportam os resíduos juntos, quando nos dá traba lho a separar.”
Posto isto, GEDA sugere “que com base no volume de resíduos entregues para reciclagem per capita de cada Concelho deveria ser efetuado um investimento anual na área da conservação de habitats, espaços verdes ou melhoria das infraestruturas e equipamentos de recolha”.
No tema da água, o GEDA considera que “Este é um bom momento para em conjunto com esta revisão do plano de ordenamento da Albufeira do Caia, tomar medidas mais alargadas de real gestão do espaço e consecutivamente da qualidade da água que irá abastecer as localidades”.
No capítulo do tratamento de águas residuais, o GEDA faz uma resenha do atual cenário na vila, observando que “hoje, 2016, o Município de Campo Maior tem uma despesa considerável para pagar um serviço de má qualidade. O investimento nestas estruturas tem sido nulo e a sua eficácia é reduzida”.
Desta forma, o GEDA aspira à construção de “uma nova ETAR que responda às necessidades da Vila com a qualidade necessária, mas o projeto parece não sair do papel”, lamentam.
Em conclusão, o GEDA considera que “Campo Maior melhorou muito ao longo dos últimos anos no que toca à qualidade do ambiente”, contudo há ainda comportamentos menos aceitáveis, como o “abandono de animais domésticos nas nossas ruas e os dejectos caninos que inundam as nossas calçadas, passeios e jardins”.
O Grupo de Ecologia deiza igualmente “uma palavra de destaque a equipa do SEPNA da GNR que muito tem trabalhado na formação, sensibilização e punição a infractores contra a natureza”.
Relativamente à atuação do município de Campo Maior, o GEDA avalia que o mesmo “assume também sinais de mudança com projectos inovadores, como é o caso da gestão energética dos edifícios em parceria com a AREANATEJO ou a rede de percursos pedestres em Ouguela que promove a aproximação das pessoas aos nossos locais naturais mais emblemáticos, a requalificação ambiental do Mártir Santo, a criação do bairro de S. Sebastião e a limpeza da zona envolvente ou ainda a recuperação da casa do governador de Ouguela (pronta para inaugurar) e que poderá ser um polo de dinamização”.














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