lembro-me antes de o ser, que não imaginava conseguir amar com tanta força e de forma abnegada. A Leonor nasceu na altura certa, numa tarde muito quente do mês de Maio.
Nasceu de cesariana, fui eu quem lhe deu o primeiro banho, fui eu quem a pegou ao colo pela primeira vez. A minha filha era a linha que separaria a partir desse momento um antes e um depois.
Nada, absolutamente nada, foi feito dali para a frente sem que o meu pensar parasse no dela. Os meus dias são feitos em função das suas necessidades.
Generosa com todos, mas comigo mais ainda. Muito generosa porque uma filha que cresce com o pai ausente durante tantos dias e nunca lhe reclama nada só pode ser generosa.
Porque uma filha que não questiona as escolhas do pai tem que ser generosa. Foi educada assim. Nas suas conversas consigo sentir-lhe o pulsar da imaginação.
Imagina-se em castelos, imagina-se a ser professora, bailarina, dentista, cantora, apresentadora ou  ‘Presidente’ para os‘meninos não terem fome’… tem a imaginação do tamanho do mundo.
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