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ActualRegional
24 Outubro, 2018

Direção Regional de Cultura do Alentejo dá parecer positivo à Olaria de S. Pedro do Corval

Município de Reguengos de Monsaraz está a tratar do registo do património imaterial do concelho.

A Direção Regional de Cultura do Alentejo emitiu parecer positivo para a abertura do processo de inventariação da olaria de S. Pedro do Corval pela Direção Geral do Património Cultural.

O Município de Reguengos de Monsaraz está a tratar do registo do património imaterial do concelho e constituiu uma equipa de trabalho para a elaboração dos processos.

O Centro Oleiro de S. Pedro do Corval é considerado o maior de Portugal com 22 olarias em atividade que continuam a pintar os motivos típicos do Alentejo, como por exemplo o pastor, a apanha da azeitona e a vindima.

No concelho de Reguengos de Monsaraz foram encontrados vestígios de olaria desde os tempos pré-históricos, nomeadamente de peças feitas à mão, descobertas, por exemplo, em antas da região.

A olaria de S. Pedro do Corval é uma marca registada, pois em 2008 o Município de Reguengos de Monsaraz registou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial as marcas nacionais “Olaria de São Pedro do Corval”, “Rota da Olaria”, “Rota dos Oleiros” e “Olaria”.

A autarquia organiza há 24 anos a Festa Ibérica da Olaria e do Barro em conjunto o município de Salvatierra de los Barros, na Extremadura espanhola, juntando os maiores centros oleiros da Península Ibérica.

Casa do Barro

Em 2015 foi inaugurada a Casa do Barro, um centro interpretativo que visa preservar, promover e assegurar a sustentabilidade da olaria de São Pedro do Corval, proporcionando a todos os visitantes o conhecimento e a aprendizagem sobre a arte oleira e o barro através de oficinas, palestras e outras atividades.

A Casa do Barro resulta da reabilitação de uma antiga olaria, envolta em história e tradição, com dois fornos a lenha que serviam para cozer a louça, um tino onde se coava o barro e rodas de oleiro com as suas imponentes arquinas.

A recuperação deste local permitiu recriar o ciclo do barro, desde a terra ao produto final.

O centro interpretativo tem à disposição do público o Espaço Atividade, onde se realizam iniciativas com oleiros e ceramistas e os visitantes podem aprender a manusear o barro e a produzir uma peça numa roda de oleiro.

A Área Expositiva tem informação sobre todas as olarias em atividade e no Espaço Memória os visitantes encontram objetos e documentos sobre a história do centro oleiro, incluindo peças de barro antigas, dois fornos tradicionais a lenha, um tino, um tanque e rodas de oleiro.

No Espaço Mostra, ao ar livre, podem ser apreciadas as peças produzidas pelas olarias atualmente em atividade.

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