A professora Paula Rondão Almeida tomou posse, na passada quarta-feira, 24 junho, ao final da tarde, como diretora do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, em Elvas, após ter sido novamente eleita para liderar a instituição.
Depois de ter sido nomeada, em 2016, presidente da Comissão Instaladora Provisória pelo Ministério da Educação, foi eleita diretora em 2017, funções que exerce desde então.Aos 49 anos, e com cerca de 28 anos de ligação ao ensino, Paula Rondão Almeida inicia agora um novo mandato à frente do agrupamento, dando continuidade a um projeto educativo que lidera há quase uma década.
Em declarações à Perspetiva, a diretora explicou que a decisão de se recandidatar resulta da forte ligação que mantém com a escola e com a comunidade educativa.
“Volto a candidatar-me porque continuo a sentir esta escola como um projeto de vida e de missão. Acredito que a liderança escolar deve ter continuidade quando existe um projeto sólido, uma visão clara e um compromisso genuíno com a comunidade educativa”, afirmou.


Ao recordar os últimos anos de liderança, destacou os desafios ultrapassados e o trabalho desenvolvido em conjunto com alunos, famílias, docentes e restantes profissionais da educação.
“Aprendi que liderar uma escola é cuidar de pessoas. Houve momentos muito exigentes, mas também momentos profundamente gratificantes em que senti que o trabalho desenvolvido fez verdadeiramente diferença na vida das pessoas e no percurso dos nossos alunos”, sublinhou.
Apesar do percurso realizado, Paula Rondão Almeida considera que existem ainda metas relevantes para alcançar.
“Esta candidatura não nasce apenas da vontade de continuar, mas da convicção de que posso continuar a acrescentar valor ao agrupamento, mobilizando pessoas, fortalecendo a confiança da comunidade e preparando a escola para os desafios futuros”, referiu.
Burocracia e recursos humanos entre os principais desafios
Questionada sobre os principais constrangimentos encontrados ao longo dos últimos anos, a diretora apontou a crescente exigência burocrática e administrativa como uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas escolas públicas.
“Um dos principais constrangimentos foi a crescente exigência burocrática e administrativa, que muitas vezes retira tempo à dimensão pedagógica e humana da escola”, explicou.


Para responder a esta realidade, tem apostado na reorganização interna, na delegação de competências e na modernização de procedimentos.
Outro dos desafios identificados prende-se com a gestão dos recursos humanos, nomeadamente a instabilidade das equipas, a sobrecarga de trabalho e o desgaste emocional sentido por muitos profissionais da educação.
“A minha resposta tem passado por uma liderança próxima, pela valorização das pessoas, pela escuta ativa e pela criação de um clima organizacional mais cooperativo e motivador”, salientou.
Sucesso educativo e inovação pedagógica como prioridades
O reforço do sucesso educativo dos alunos surge como uma das principais prioridades para os próximos anos.
Segundo Paula Rondão Almeida, o objetivo passa por trabalhar não apenas os resultados académicos, mas também as competências pessoais, sociais e emocionais dos estudantes.
“Considero igualmente importante aprofundar a inovação pedagógica e a articulação curricular, promovendo práticas mais colaborativas, metodologias ativas e maior integração das competências digitais e da educação para a cidadania”, afirmou.
A diretora considera ainda fundamental reforçar o envolvimento de toda a comunidade educativa na vida do agrupamento, aproximando famílias, alunos, docentes, não docentes e parceiros institucionais.
“Acima de tudo, acredito que melhorar um agrupamento é nunca entrar numa lógica de acomodação. É continuar a ouvir, a avaliar, a ajustar e a construir coletivamente uma escola mais exigente, mais inclusiva, mais humana e mais preparada para o futuro”, concluiu.













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