O Regimento de Cavalaria N.º 3 voltou a afirmar-se como palco de excelência da equitação militar e da tradição da Cavalaria portuguesa, com a realização do Concurso Nacional Combinado integrado nos Campeonatos Desportivos Militares.
Uma prova marcada pela exigência técnica, espírito de missão e forte participação de militares oriundos dos Regimentos de Cavalaria do País, da Escola das Armas e da GNR.
Mas este evento foi também muito mais do que competição. Foi um verdadeiro encontro entre gerações, tradições e valores, onde ficou evidente a ligação única entre cavaleiro e cavalo — uma relação construída na confiança, na disciplina e no respeito mútuo, tal como sublinhou o Comandante do RC3 no seu discurso. Para o Comandante do Regimento, “a Cavalaria não se define apenas pelo que se faz — define-se pelo que se honra”, destacando o Cavalo como “companheiro fiel, parceiro silencioso, presença nobre sem a qual nada disto existiria.”


Um dos momentos mais positivos desta edição foi a presença e adesão de jovens do Centro Hípico da Tapada do Chafariz, cuja participação reforça a importância de aproximar as novas gerações da cultura equestre e dos valores da Cavalaria. O reconhecimento deixado pelo Comandante ao Centro Hípico evidencia precisamente esse espírito de colaboração e compromisso com o futuro da equitação: “Onde surgiram dificuldades, encontrámos colaboração.”
O discurso do Comandant do RC3 destacou ainda a dimensão humana e emocional da prova, valorizando não apenas os resultados desportivos, mas sobretudo a coragem, a entrega e o carácter dos concorrentes. Numa intervenção profundamente identitária, reforçou que “isto não é apenas um evento. Isto é herança. Isto é identidade. Isto… é Cavalaria.”
A forte participação militar, aliada ao entusiasmo dos jovens cavaleiros civis, demonstrou que a tradição equestre continua viva, dinâmica e capaz de inspirar novas gerações. O RC3 voltou assim a cumprir a sua missão de preservar a herança da Cavalaria, promovendo simultaneamente o desporto, a ligação à comunidade e o espírito de união entre instituições militares e civis.
Uma prova que dignificou a Arma de Cavalaria, o Exército Português e todos aqueles que continuam a honrar esta tradição intemporal.











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