A Universidade de Évora (UÉvora) inaugurou, na tarde de 4 de maio, um novo aparelho de Tomografia Axial Computorizada (TAC), no seu Hospital Veterinário, num investimento que rondou os 300 mil euros, que inclui também um equipamento de ecografia de alto desempenho e um injetor de contraste.
A cerimónia, que contou com a presença da Reitora da UÉvora, Hermínia Vasconcelos Vilar, decorreu no Hospital Veterinário da Universidade de Évora (HVUÉ), no Pólo da Mitra, e assinala um passo importante na modernização dos meios clínicos disponíveis, reforçando a capacidade de diagnóstico e inovação tecnológica ao serviço da saúde animal e permitindo diagnósticos mais precisos e rápidos, com impacto direto na qualidade dos cuidados prestados.


Para a Reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vasconcelos Vilar, a aquisição deste equipamento é “muito importante para o HVUÉ e coloca-o numa situação única no contexto do sul. Existe um outro em Beja, mas este é mais evoluído, sendo talvez o aparelho mais evoluído do sul da Península Ibérica. Deste modo, o HVUÉ fica numa situação muito particular, o que permitirá, com certeza, não só avançar nos estudos e na investigação, mas também em alargar as parcerias com outras instituições”, afiançou a Reitora.
“Em suma, este é um momento importante, que se enquadra na lógica dos últimos quatros anos de investir na medicina veterinária e nomeadamente no Hospital”, recordou Hermínia Vasconcelos Vilar, desejando que “se venha a conseguir o financiamento para as obras no mesmo Hospital. “Portanto, fico
contente com este momento pois permite que o Hospital ganhe escala e reconhecimento”, concluiu a Reitora da UÉ.
Já para Nuno Alexandre o novo aparelho de TAC “vai capacitar o Hospital para a realização de serviços de tomografia, dando resposta não só aos casos internos, às necessidades dos clientes da unidade hospitalar, mas também irá responder aos casos clínicos referenciados pelos centros de atendimento
médico-veterinário (CAMV) que procurem o serviço do hospital”.
O equipamento instalado, um SOMATOM go.Now de 32 cortes, da Siemens Healthineers, será utilizado sobretudo em animais de companhia, nomeadamente cães, gatos e espécies exóticas, podendo também ser aplicado em contexto de investigação.
O diretor clínico do HVUÉ sublinhou também que a introdução desta tecnologia permite “refinar o diagnóstico e aumentar a precisão clínica”, com impacto direto no acompanhamento de patologias complexas, destacando que o hospital passa a ter capacidade para “atender outros casos mais complexos, com especial incidência nas áreas da oncologia, traumatologia, neurologia e neurocirurgia”.
Nuno Alexandre afiançou ainda que, apesar de existirem equipamentos na região, este apresenta características técnicas mais avançadas, com “maior rapidez na aquisição de imagem e melhor definição”.
A instalação deste equipamento insere-se numa estratégia mais ampla de modernização tecnológica e digital das ciências agrárias, contribuindo para o reforço da formação dos estudantes e da investigação científica, bem como para a prestação de serviços especializados à comunidade.
O equipamento foi adquirido através de verbas do projeto “+agrodigitech@sul – modernização tecnológica e digital das ciências agrárias” e conta com o financiamento do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, da República Portuguesa e da União Europeia – NexGenerationEU.












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