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14 Janeiro, 2026

Elvas reafirma identidade e futuro nas comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas

Elvas celebrou hoje os 367 anos da Batalha das Linhas, um marco decisivo da nossa História.

As comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, que decorrem ao longo do feriado municipal de 14 de janeiro, ficaram marcadas pelo discurso oficial do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, que deu voz à mensagem do presidente do Município, José Rondão Almeida, ausente por motivos de saúde.

Na sua intervenção, Nuno Mocinha começou por transmitir uma saudação do presidente da autarquia, sublinhando que a data “não é apenas mais uma cerimónia no calendário”, mas sim “um dia de memória, de identidade e de compromisso”, evocando um dos momentos mais decisivos da História de Portugal.

Elvas como símbolo de resistência e independência

Recordando a importância histórica da Batalha das Linhas de Elvas, o vice-presidente destacou que foi naquele território que “homens simples, movidos por uma coragem extraordinária, defenderam a liberdade, a independência e o futuro de um país inteiro”, afirmando que, há 367 anos, Elvas foi “mais do que uma cidade: foi um símbolo e uma linha de resistência”.

Segundo Nuno Mocinha, a evocação histórica deve servir também para refletir sobre o presente e o futuro, lembrando que as batalhas atuais “não se travam com armas, mas com decisões”, nem se vencem “com canhões, mas com visão, trabalho e união”.

Habitação como prioridade estratégica do mandato

Um dos eixos centrais do discurso foi a habitação, apontada como a maior prioridade do atual mandato autárquico. Nuno Mocinha assumiu um compromisso claro: “ninguém deve ser afastado da sua terra por não conseguir ter uma casa”.

Nesse sentido, destacou o investimento superior a 30 milhões de euros, o maior de sempre no concelho, abrangendo reabilitação no centro histórico, recuperação de edifícios devolutos, construção de novos fogos com rendas acessíveis e criação de novos loteamentos nas freguesias rurais.

“Este não é apenas um investimento em betão e paredes, é um investimento em pessoas, em famílias e no futuro”, afirmou.

Desenvolvimento económico e criação de emprego

O vice-presidente sublinhou também o desenvolvimento económico como pilar essencial para fixar população e garantir oportunidades, anunciando a ampliação da zona industrial de Elvas, com vista à atração de empresas e criação de emprego.

Para Nuno Mocinha, cada novo investimento representa “uma vitória coletiva” e uma forma concreta de garantir que os jovens não tenham de abandonar o concelho para construir o seu futuro.

Saúde, educação e coesão territorial

Na área da saúde, foi reafirmada a defesa intransigente do Hospital de Santa Luzia, considerado “um pilar essencial da dignidade de quem aqui vive”, rejeitando qualquer perda de especialidades ou de profissionais.

A educação foi igualmente destacada, com projetos de intervenção em todas as escolas do concelho, do pré-escolar ao ensino superior, apostando em infraestruturas mais modernas, seguras e inclusivas.

Fronteira, património e identidade

A localização geoestratégica de Elvas, enquanto território de fronteira, foi apresentada como uma oportunidade estratégica para reforçar a competitividade económica, atrair investimento e projetar o concelho como um território de oportunidades, sem perder a sua identidade.

Paralelamente, Nuno Mocinha salientou o investimento contínuo na valorização do património histórico, reconhecendo que a memória e a identidade são também fatores de desenvolvimento.

Uma batalha que continua

Encerrando o discurso, o vice-presidente apelou ao orgulho e à determinação dos elvenses, afirmando que, tal como em 1659, Elvas continua a saber “quem é, de onde vem e para onde quer ir”.

“Esta é a nossa batalha de hoje. É essa a batalha que juntos vamos vencer”, concluiu, antes do tradicional “Viva Portugal, viva Elvas, vivam os elvenses”.

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