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17 Setembro, 2025

Autárquicas: CHEGA de esperar – José Eurico Malhado quer assumir Elvas e mudar o concelho

José Eurico Malhado garante que o Gabinete Jurídico do partido está a analisar o contrato com a Aquaelvas e admite auditoria externa consoante resultados.

O candidato do Chega à Câmara Municipal de Elvas, José Eurico Malhado, revelou em entrevista à Perspetiva que o Gabinete Jurídico do partido CHEGA já está a realizar uma análise ao contrato de concessão da água entre a autarquia e a empresa Aquaelvas.

“Uma das nossas medidas imediatas é uma auditoria e análise ao contrato. As pessoas dizem que é impossível, mas temos de ler o contrato. Um gabinete de advogados do Partido Chega do nosso departamento jurídico já está a tratar disso”, afirmou.

Segundo o candidato, o estudo já em curso poderá abrir caminho a uma auditoria externa, caso se revele necessário:

“Dependendo do resultado da auditoria interna do Chega ponderaremos uma auditoria externa e, em última instância, a rescisão por justa causa. Mas não me vou comprometer com isso sem antes ter os dados.”

“A Aquaelvas não está a cumprir o contrato”

De acordo com José Eurico Malhado, já foram identificadas cláusulas incumpridas pela concessionária:

“Por exemplo, em algumas folhas que li do contrato, a Aquaelvas, quando apanhou a concessão da água, comprometeu-se a substituir todos os ramais em todas as freguesias do concelho. Coisa que não fez.”

E exemplifica:

“Em Vila Boim rebenta um cano numa rua, vão remendá-lo, passado uma semana rebenta outro noutro ponto. Os buracos ficam abertos uma ou duas semanas, o alcatrão nunca mais é reposto. Os ramais têm 40 ou 50 anos e nunca foram substituídos.”

Fiscalização “inexistente”

O candidato critica a ausência de fiscalização:

“Como é que pode haver uma fiscalização da Câmara se não há fiscalização por parte dos autarcas das freguesias? Quem está no terreno é que tem de transmitir as intervenções. Eu cheguei a dizer a sete presidentes de junta como é que é possível haver uma rutura e a vala ficar aberta durante 15 dias ou um mês.”

“Em Vila Boim houve duas ou três senhoras que caíram devido às valas abertas. Não há fiscalização, mas devia haver.”

“Deixem-nos ser Câmara e depois julguem-nos”

Confrontado com a acusação de eleitoralismo no tema da água, que regressa à discussão pública sempre em período de eleições, José Eurico responde de forma direta:

“Eu e a minha equipa pensamos nas propostas e na sua execução. Deixem-nos ser Câmara e depois julguem-nos.”

O candidato sublinha ainda que o compromisso é para medidas concretas e rápidas: “As nossas propostas imediatas são para implementar no máximo em 60 dias.”

“Pagamos a água mais cara do país”

O candidato denuncia também os preços praticados pela Aquaelvas:

“Pagamos a água mais cara do país. Em Cascais, que é uma zona de média alta, paga-se menos que aqui. Uma pessoa gasta 11 euros de água e paga 35 euros.”

E acusa o sistema de leituras trimestrais de penalizar os consumidores:

“Se as contagens fossem mensais, o consumidor manter-se-ia no mesmo escalão. Mas sendo feitas de três em três meses, o consumo acumulado faz com que suba de escalão e pague mais. É enganar o consumidor.”

Além disso, lembra que a cobrança do aluguer de contadores continua, apesar de considerar que tal prática “não é legal”:

“Há uma normativa que não permite aluguer de contadores e a Aquaelvas continua a cobrar. Isso é ilegal”

Redução de taxas nos resíduos sólidos em 25%

Outra medida imediata anunciada pelo candidato é a redução das taxas de resíduos sólidos em 25%:

“Vamos reduzir todos os impostos acordados pela Câmara Municipal de Elvas em resíduos sólidos, efetuados na fatura da água, em 25%.”

E conclui: “Isto é como gerir a nossa casa. A redução é possível, Elvas tem as taxas mais caras do país e isso não pode ser.”

Chega propõe isenção de IMI no Centro Histórico e redução geral da taxa em Elvas

José Eurico Malhado quer revitalizar comércio e habitação no coração da cidade com medidas fiscais imediatas

O candidato do Chega à Câmara Municipal de Elvas, José Eurico Malhado, anunciou que pretende reduzir o valor do IMI de 0,35 para 0,30 e isentar totalmente o pagamento de IMI no Centro Histórico.

“Na vigência dos dois últimos presidentes de Câmara, Mocinha e Rondão, havia a possibilidade de isenção de IMI no Centro Histórico por conta da classificação de Património Mundial. Quando a medida passou para a decisão autárquica, essa competência, a Câmara achou que todos no Centro Histórico deviam pagar IMI a 100%, o que é ilegal”, afirmou.

“Já temos uma cidade envelhecida, somos uma cidade sombra”

Para José Eurico, a atual política fiscal da autarquia tem contribuído para a desertificação do centro da cidade:

“Já temos uma cidade envelhecida, somos uma cidade sombra. Vamos isentar o Centro Histórico e dar outras regalias a todos os empresários para dar vida à cidade, a todos os empresários do centro.”

Incentivos para comércio e pequenas empresas

O candidato sublinha que a carga de impostos e despesas fixas torna insustentável a sobrevivência de pequenos negócios no coração da cidade:

“Não é possível ter uma loja, um café, em que pague 300 euros de água, mais 400 de renda, mais 300 de luz, mais um empregado, mais IMI de 200 ou 300 euros.”

“O centro vai ficando deserto de comércio e pessoas. Temos de criar incentivos. A Câmara deve ajudá-las a recuperar as forças perdidas.”

Isenção para proprietários e estímulo à reabilitação

Para além da redução geral da taxa de IMI, José Eurico defende uma isenção total para os proprietários do Centro Histórico, sobretudo aqueles com imóveis degradados que necessitam de intervenção:

“Queremos uma isenção de IMI para os proprietários com comprometimentos.”

Segundo o candidato, esta medida visa atrair novamente moradores e dinamizar a vida económica e social no centro de Elvas.

Chega exige aprovação do PDM até final de 2025

José Eurico Malhado acusa a Câmara de cobrar valores ilegais e alerta para risco de perder apoios do Estado e a própria classificação de Património Mundial

O candidato do Chega à Câmara Municipal de Elvas, José Eurico Malhado, defende uma redução imediata de taxas aplicadas ao comércio, aos serviços, ao turismo e à agricultura, acusando a autarquia de cobrar valores que a lei não permite.

“Qualquer destes serviços paga taxas a 100%. É a única cidade que eu conheço que faz esta cobrança de taxa máxima. Não pode cobrar, porque há uma medida que foi aprovada pelo Governo Central em que as câmaras não podem cobrar taxas a 100%, porque está a 25%, e a Câmara continua a cobrar a 100%.”

“Todos taxados a 100%, quando a lei diz 25%”

O candidato garante que esta situação abrange vários setores essenciais para a economia local:

“Tanto para serviços, como na agricultura, como no turismo, na construção, todos taxados a 100%, quando a lei diz que tem de ser a 25%.”

Nesse sentido, José Eurico Malhado compromete-se a implementar a redução imediata: “Tem de ser a 25%.”

O candidato aponta ainda para a necessidade de rever a derrama, como forma de aliviar a carga fiscal sobre os empresários.

PDM: “A Câmara anda a brincar ao sabor da maré”

Outra prioridade apontada por José Eurico é a aprovação do novo Plano Diretor Municipal (PDM) até 31 de dezembro de 2025, alertando para as consequências da “inação do atual executivo”.

“Por que é que a Câmara ainda não aprovou a alteração do PDM no ano passado? O Governo deu mais um ano e ainda não foi aprovado, ou seja, a Câmara anda a brincar ao sabor da maré.”

E avisa:

“Corre o risco de Elvas não receber qualquer apoio por parte do Governo em 2026 se o programa do PDM não for aprovado até 31 de dezembro de 2025.”

“Não é um compromisso, é uma obrigação”

O candidato frisa que a entrega do PDM não depende de uma opção política, mas de uma exigência legal:

“Isto não é um compromisso do Chega, é uma obrigação, porque estamos a pôr em causa vários fatores. Imagine, Elvas é património mundial, e não recebe qualquer valor, ou no PDM não está contemplado qualquer valor nesta matéria porque não foi aprovado.”

Aponta exemplos próximos:

“Vila Viçosa e outros concelhos, o PDM já está aprovado. Por que é que em Elvas não está?”

“Somos Património Mundial, mas não é uma comenda eterna”

José Eurico deixa um alerta sobre o futuro da classificação UNESCO:

“Nós somos Património Mundial, mas isto não é uma comenda eterna. A classificação pode ser retirada se não tratarmos a nossa cidade como se da nossa casa se tratasse e formos adiando a resolução deste problema. Alguma coisa vai correr mal.”

“A polícia tem medo de agir”: Chega propõe “tolerância zero” e policiamento de proximidade em Elvas

José Eurico Malhado defende articulação com GNR/PSP, alteração legislativa e fiscalização mais apertada nas residências

O candidato do Chega à Câmara Municipal de Elvas, José Eurico Malhado, disse querer reforçar a segurança no concelho através de policiamento de proximidade em articulação com as forças de segurança, mas reconheceu desde logo os limites desta proposta por a autarquia não ter competência direta sobre GNR ou PSP. 

“Policiamento de proximidade em articulação com as forças de segurança é restrito porque o efetivo no concelho está muito aquém do necessário”, afirmou o candidato, acrescentando que será preciso dialogar com o Governo Central, com o Comissário de Elvas e com o Ministério da Administração Interna para obter mais meios e alterações legais. “Isto pressupõe uma alteração da legislação.”

“Tolerância zero” e protecção aos agentes

José Eurico sublinhou que a sua linha é de tolerância zero:

“Na cidade há situações muito difíceis de ver e para nós é a tolerância zero. Quem comete infração tem de pagar pela infração.”

O candidato criticou também a perceção de que a polícia “tem medo de agir”:

“A polícia tem medo de agir porque, como se vê na televisão, quem vai a tribunal é a polícia, não é o infrator. Os polícias têm filhos e famílias.”

Por isso, defende, é necessário dar mais segurança e respaldo legal aos agentes para que possam atuar com eficácia.

Limites das soluções locais: polícia municipal e guardas noturnos

Questionado sobre propostas como a polícia municipal ou guardas noturnos, José Eurico mostrou-se cético quanto à eficácia dessas medidas isoladas:

“Se a polícia armada não tem eficácia, como é que essas sugestões que os outros partidos apresentam para Elvas, nomeadamente polícia municipal e guardas noturnos, vão ser eficazes? Para além de que, para criar uma polícia municipal, é preciso gastar muito dinheiro. Elvas já teve guardas noturnos e não funcionou.”

Para o candidato, as soluções têm de passar por mais efetivos e legislação adequada, não por medidas meramente cosméticas.

Videovigilância: “que não passe do papel”

Sobre a instalação de videovigilância, José Eurico considerou tratar-se de uma boa ideia, desde que seja efetivamente implementada:

“É uma boa ideia, mas espero que não passe do papel, que seja realmente implementado.”

Fiscalização de residências e indostânicos: preocupação com convivência e ocupação

(O discurso do candidato sobre etnias é transcrito na primeira pessoa.)

José Eurico alertou para problemas relacionados com atestados de residência e a ocupação de espaços que, segundo ele, dificultam a convivência:

“Já alguma vez alguém fez uma pesquisa nas ruas de Elvas sobre a presença dos indostânicos? […] Sei de um senhor que não sai de casa há dois anos porque teve um problema com um cidadão desses e tem medo. Já alguém verificou a legalidade da sua presença em Elvas? Quantos são? O que é que eles fazem? Quantos vivem por metro quadrado? Há dez e duas pessoas em habitações, mas como é que isto é possível?”

O candidato afirma que os autarcas do Chega terão de verificar atestados de residência e inspeccionar os espaços antes de serem atribuídos alojamentos, para prevenir situações de sobre-ocupação, ruído e insegurança nocturna:

“Tem de haver acompanhamento. Não é possível em Elvas, casas com cinco metros quadrados, terem dez e doze atestados de residências passados a vários cidadãos.”

Etnia cigana e habitação social:  “programa em desenvolvimento”

Sobre políticas dirigidas à comunidade de etnia cigana, José Eurico disse que o Chega tem um programa em elaboração e defendeu critérios para atribuição de habitação social:

“Nunca daremos uma casa a uma família de etnia cigana, a um indostânico, a um português, a um espanhol, de cara aberta. Há vários requisitos.”

Explicou que, na sua visão, a entrada em habitação social deve ser temporária e condicionada a integração no mercado de trabalho e a acompanhamento social:

“Entram para uma casa social, renda social, mas de forma temporária, durante dois a três anos, eventualmente. Ao fim de dois ou três anos, essas pessoas têm de reorganizar a vida para sair, deixando a casa para dar lugar aos outros. A renda social tem de ter acompanhamento, a casa não é para estragar e não é para sempre.”

O candidato defendeu também critérios de prioridade (tempo de residência no concelho, descontos para a segurança social, etc.) e que cada caso seja analisado individualmente.

Casos e prioridades: demolições, reabilitação e fundos públicos

Quanto a projetos concretos, José Eurico questionou a viabilidade financeira e administrativa de intervenções anunciadas para bairros como o das Pias:

“Falou-se em demolir o bairro, fazer blocos num investimento de 6 milhões, mas como? Quando? De onde é que vem o dinheiro?”

“Deixem-nos ser Câmara e depois diremos”: José Eurico Malhado fala do bairro das Pias e critica falta de fiscalização

Candidato do Chega admite que ainda não há decisão sobre o futuro do bairro, mas garante que vai ouvir a população

O candidato do Chega à Câmara Municipal de Elvas, José Eurico Malhado, comentou a situação do bairro das Pias, reconhecendo que é um problema que precisa de ser resolvido, mas recusou compromissos antecipados:

“Ainda não pensámos ou decidimos nada, mas deixem-nos ser Câmara e Assembleia Municipal e depois diremos.”

“Já lá fui e vou voltar em campanha”

Questionado se já tinha visitado o bairro, José Eurico respondeu afirmativamente:

“Sim, já fui há alguns anos, quando ainda era um bairro, e asseguro que vou lá em campanha eleitoral.”

O candidato acusou ainda o movimento independente por Elvas de ter feito promessas eleitorais irrealistas:

“Prometeram no bairro das Pias uma casa àquelas famílias e não deram. Isto é propaganda eleitoral. Como é que se pode prometer 700 casas se só há 60?”

Trabalhadores municipais “devem andar devidamente fardados”

No mesmo registo crítico, José Eurico Malhado defendeu que os trabalhadores do município deveriam estar melhor equipados e identificados:

“Se há dinheiro para tanta coisa e se há tanto dinheiro mal gasto, porque é que o pessoal da Câmara não há-de andar devidamente fardado e identificado?”

Empresa fiscalizadora na mira: “Fiscalizadora de quê?”

O candidato lançou ainda críticas a uma empresa alegadamente criada por um antigo vereador da Câmara de Elvas:

“É uma empresa de Eurico Candeias que ganha 1.500 euros por mês, assume-se como uma empresa fiscalizadora e que não fiscaliza nada. Afinal, é uma empresa fiscalizadora de quê?” questionou.

“A saúde em Elvas é dramática”: José Eurico Malhado promete lutar pela manutenção das urgências e fixação de médicos

Candidato do Chega propõe reaproveitamento de casas no bairro de São Pedro para alojar médicos e enfermeiros

No pacote de medidas imediatas da candidatura do Chega, liderada por José Eurico Malhado, está a criação de condições para a fixação de médicos e enfermeiros em Elvas, utilizando habitações devolutas no bairro de São Pedro, atualmente propriedade da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULS).

“No bairro de São Pedro há duas vivendas que são da Unidade Local e que estão ao abandono. As casas já foram de função. Os médicos e enfermeiros ficavam ali e acabaram por deixar de ter esta serventia. Temos de arranjar habitação, alguns suplementos e ligação ao Serviço Nacional de Saúde.”

“Primeiro temos de garantir que as urgências não fecham”

Questionado sobre garantias de que os profissionais aceitariam fixar-se nestas condições, José Eurico sublinha que a prioridade é a manutenção das urgências no Hospital de Elvas:

“Quando se diz que possivelmente o Hospital de Elvas vai fechar as urgências a 31 de dezembro, o que é que adianta eu estar a prometer ou assegurar mais médicos? Primeiro, vamos assegurar que as urgências não fecham e até saem reforçadas. E o segundo passo, então serão mais médicos e mais enfermeiros.”

O candidato critica ainda o silêncio do atual executivo:

“Gostava de ouvir o Presidente da Autarquia explicar aos utentes do Hospital o que é que se está a passar. Porque é muito vago dizer que as urgências estão asseguradas até 31 de dezembro, quando quem lá trabalha tem a certeza que nesse dia fecham as portas.”

“O Hospital de Elvas resume-se a análises e soro”

Malhado denuncia a degradação dos serviços prestados:

“Nós vamos ao Hospital de Elvas e a maioria dos tratamentos é soro, análise e casa. Não há ortopedista, não há cardiologista de serviço, não há especialidades. Querem fazer um centro de saúde grande do Hospital.”

E acrescenta exemplos concretos:

“Tenho aqui a mensagem de uma rapariga com um tumor que tem de fazer um PET de 3 em 3 meses. O Hospital de Elvas mandou-a para Moscavide, mas a ULS ficou a dever um dinheirão e cortaram. Agora sabem onde é que vão os doentes de Elvas? A Sevilha, com 6 ou 7 meses de espera. É um exame que tem de se fazer de 3 em 3 meses.”

“Se for preciso, saímos para a rua”

Para o candidato, a solução passa pelo confronto direto se necessário:

“Se tivermos de ir para a rua com a população, vamos. É um hospital que dá resposta a vários concelhos e quem decide está sentado em Lisboa, não conhece a nossa realidade.”

Malhado garante ainda diálogo imediato caso seja eleito:

“Uma das primeiras medidas será sentar com a administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, em companhia de alguém do nosso partido, nomeadamente o deputado eleito por Portalegre e o representante do Chega na área da saúde.”

Críticas à gestão de outros serviços públicos

O candidato aproveitou ainda para apontar o dedo à forma como o município e o governo têm tratado outros serviços públicos em Elvas:

  • Sobre os Correios:
    “Já alguém ouviu o Presidente da Câmara dizer alguma coisa sobre o encerramento deste serviço? Enviei um e-mail, aguardo resposta. Há quem diga que foi transferido para a Cidade Nova. É mais um serviço que perdemos e mais um edifício vazio no coração da cidade.”
  • Sobre a Loja do Cidadão:
    “Todos os municípios têm uma. Elvas já teve e fechou. Alguém ouviu o Presidente da Câmara explicar porquê? Não. Criam-se as infraestruturas, não há acompanhamento e passado um ano ou dois fecham.”

E deixa uma crítica final ao executivo:

“Em vez de fazer tantos TikToks, o Presidente devia explicar à população o que se está a passar com o hospital, com os correios e com a loja do cidadão.”

“Estamos a perder tempo, dinheiro e turistas”: José Eurico Malhado promete mudança no turismo de Elvas

Posto de turismo com WC no viaduto de acesso à cidade entre as primeiras medidas propostas pelo Chega

O candidato à Câmara Municipal de Elvas pelo Chega, José Eurico Malhado, defende que é urgente dar dignidade à receção de visitantes na cidade património mundial. Uma das suas primeiras propostas é a criação de um posto de turismo com WC no viaduto de acesso, junto ao parque onde estacionam os autocarros turísticos.

“O visitante chega de autocarro ao parque do viaduto e o que é que fazem? Quando chegam, têm de ir à casa de banho. É normal em viagens de várias horas. Essa possibilidade não existe. Estamos a falar de 50 a 100 pessoas de uma só vez. Já há cafés que têm as casas de banho ‘avariadas’ porque não conseguem aguentar a despesa de água, papel e limpeza. Isto é indigno para uma cidade património mundial.”

Segundo o candidato, o espaço teria ainda quiosque, souvenirs e cafetaria sem álcool.

“Isto não é turismo, é brincar ao turismo”

Para Malhado, a aposta em turismo tem de ser profissional e credível:

“Não podemos ter à porta de uma igreja uma pessoa que ganha 300 euros só para abrir e fechar a porta. Para isso, mais valia pormos portas automáticas. E quando um turista faz uma pergunta, a resposta não pode ser: ‘estou aqui só para abrir a porta’. Isto não é turismo, isto é brincar ao turismo.”

O candidato acusa ainda a autarquia de deixar infraestruturas ao abandono:

“O posto de turismo do Morgadinho está fechado. Podíamos ter ali mais uma receção ao turista com WC, souvenirs e bar. Criou-se a infraestrutura e depois fechou-se. Estamos a perder tempo, dinheiro e turistas.”

“A imagem de entrada em Elvas é indigna”

O candidato aponta problemas de imagem e manutenção que prejudicam a cidade:

“A entrada em Elvas, pela A6, é altamente prejudicial e indigna de uma cidade património mundial. Os outdoors estão ilegíveis, as ervas estão maiores do que os cartazes. Ao menos que limpem, que cortem as ervas e que depois avancem para a segunda fase. E os ecrãs digitais junto à rotunda do Golo e no viaduto? Estão desligados. Ali podia passar informação diversificada, mas estão parados.”

Feiras e São Mateus: “Não se pode continuar com uma feira assim em pleno século XXI”

O candidato não poupa críticas à forma como é organizada a Expo São Mateus:

“Eu falo com conhecimento de causa, já faço o São Mateus há quase 40 anos como expositor. O ano passado um contentor com casas de banho esteve fechado a feira toda porque se esqueceram de fazer o esgoto. Isto admite-se em pleno século XXI?”

E acrescenta:

“Há três pontos de água para dezenas de feirantes, uns compram torneiras triplas e deixam os outros sem abastecimento. Paga-se tudo antes da feira e depois ninguém resolve nada. Não se pode continuar assim.”

Malhado defende ainda que a Câmara e a Confraria da Piedade devem sentar-se à mesa e rever responsabilidades:

“Em vez de espetáculos de 100 mil ou 200 mil euros, primeiro a confraria tem de dar o terreno e criar condições básicas. A Câmara está a gastar o que é nosso e é muito dinheiro para um evento daquela dimensão com aquelas faltas de condições.”

“As coisas em Elvas nascem e morrem”

Recordando exemplos de iniciativas que não tiveram continuidade, José Eurico Malhado defende uma aposta clara em produtos regionais e eventos regulares:

“Elvas precisa de uma feira de produtos regionais. Houve uma Noite Branca no centro histórico que foi um sucesso, mas nunca mais se realizou. As coisas em Elvas nascem e morrem porque não têm acompanhamento.”

Eurobec: “Muita teoria, mas sem frutos”

Sobre a Eurobec (Elvas-Badajoz-Campo Maior), o candidato considera que está a ser desperdiçada uma oportunidade estratégica:

“Se perguntarmos às pessoas o que é a Eurobec, ninguém sabe. Nunca houve um plano de atividades, não há informação, não há presença em feiras. É muita teoria, mas não dá frutos.”

“Alguém conhece a agenda dos 26 espetáculos anunciados pela empresa Ricardo Covões em 2025 no Coliseu de Elvas?”

O candidato recordou ainda o contrato assinado em 2025 entre a Câmara Municipal de Elvas e a empresa Ricardo Covões S.A., atual gestora do Coliseu dos Recreios.

Esse contrato prevê que, até 2035, o Coliseu de Elvas seja gerido pela mesma empresa, que se comprometeu a realizar 26 espetáculos por ano, excluindo apenas eventos desportivos, tauromáquicos e congressos promovidos ou apoiados pela autarquia.

Sobre o contrato de exploração do Coliseu de Elvas, José Eurico Malhado questiona:

“Alguém conhece a agenda dos 26 espetáculos anunciados pela empresa Ricardo Covões em 2025 no Coliseu de Elvas? Qual foi a vantagem deste contrato?”

E acrescenta:

“Foi atribuída a exploração a esta empresa, mas não se tem concretizado. Houve meia dúzia de espetáculos até agora. O que falhou foi a falta de fiscalização. Se houvesse acompanhamento, a Câmara já tinha denunciado o contrato. Neste particular, nem as infraestruturas que têm sabem rentabilizar.”

“Se fizerem o centro de dia, garanto que é mais uma casa fechada”

José Eurico Malhado defende investimento em lares e unidades de cuidados continuados em vez de novas piscinas

O candidato do Chega à Câmara Municipal de Elvas, José Eurico Malhado, que dirige um lar em Vila Boim, aproveitou a sua experiência nesta área para deixar críticas e propostas concretas no setor da terceira idade.

“Agora foi anunciado um centro de dia em São Brás e São Lourenço, mas fez-se um em Vila Fernando e está fechado. Fez-se um na Calçadinha e está fechado. Já que se vai gastar um milhão, quando for Câmara, prefiro gastar dois ou três milhões e fazer um lar.”

E explica porquê:

“Um centro de dia leva a pessoa de manhã e devolve-a à noite. Custa 700 euros por mês, mas quem fica com ela à noite em casa?”

Um modelo pioneiro em Vila Boim

O candidato destacou o trabalho realizado no lar de Vila Boim, onde foi criada uma resposta inovadora para dar mais segurança aos idosos e às famílias:

“A minha direção e eu criámos uma forma que não existe em mais nenhum lar: vigiar os idosos em suas casas durante a noite. Temos vigilância de duas em duas horas, passamos pelas casas para verificar se está tudo em ordem.”

“Tenho neste momento 15 pessoas a ser acompanhadas e dois vigilantes. Pagam mais 60 ou 70 euros por mês, mas têm segurança. Já aconteceu salvarmos pessoas que, de outra forma, seriam encontradas mortas de manhã.”

“Só piscinas, campos de futebol… mas e os lares?”

José Eurico Malhado questiona as opções de investimento do atual executivo:

“De que interessa fazer uma piscina em Vila Boim de um milhão de euros? Primeiro eram 700 mil, depois 800 mil, agora já é um milhão. Quando toda a gente tem carro para ir às piscinas.”

E aponta os custos de infraestruturas já existentes:

“A piscina de Santa Eulália dá 120 mil euros de prejuízo por trimestre. A piscina da Terrugem dá 80 mil euros de prejuízo na época balnear. Então porque é que não fazemos um lar decente?”

Prioridades sociais em falta

Para o candidato, a prioridade deve ser clara:

“Onde está o lar fazia-se uma unidade de cuidados continuados. Em Vila Boim tenho 40 pessoas em lista de espera e sei que os meus colegas dos outros lares vivem a mesma situação.”

E reforça a crítica:

“É só piscinas, piscinas e campos de futebol. Vila Boim tem um campo relvado, mas nem uma equipa a jogar. E ainda fizeram balneários de mais de 600 mil euros. Está tudo maluco. Fazem equipamentos de luxo quando faltam as básicas: lares e cuidados continuados.”

“Ao pé deles eu sou um caloiro, mas os caloiros bons aprendem depressa”

Alterações ao PDM e críticas à falta de competitividade do concelho

Na entrevista, questionámos o candidato do Chega à Câmara Municipal de Elvas, José Eurico Malhado, sobre a proposta de alteração do Plano Diretor Municipal (PDM), em relação às proibições de plantações intensivas fora do perímetro de rega do Caia, que integra o pacote de medidas imediatas da sua candidatura.

O candidato defende uma revisão profunda:

“O PDM tem de ser analisado antes de ser entregue e retificado. Porquê? Porque 90% das pessoas que aqui trabalham no concelho de Elvas distribuem-se pelos setores da agricultura e da construção civil. Se o PDM for entregue nos moldes em que está, até a construção e a agricultura vão perder na ordem dos 60% a 70%.”

E exemplifica com o perímetro de rega do Caia:

“Por exemplo, ali (no perímetro de rega do Caia) não se pode fazer nada sem ser onde está delimitado no PDM. Estão a matar a agricultura no concelho, numa das principais atividades. Uma pessoa que queira fazer um olival intensivo está proibido por lei de o fazer. Mas se for em Vila Boim já pode. E a verdade é que a água está no perímetro do Caia.”

Quando confrontado com a questão ambiental e o impacto dos cultivos intensivos, José Eurico Malhado remeteu para outra dimensão:

“Isso leva-nos para a questão dos planos de ação climáticos. Queremos criar a implementação de um plano de ação climática. Mas temos de rever esta situação porque a agricultura e a construção civil são dos setores que mais contribuem para o PIB do concelho.”

“Ao pé deles sou um caloiro”

Sobre a sua experiência política, o candidato respondeu com ironia, referindo-se a Rondão Almeida (Movimento Cívico por Elvas) e Nuno Mocinha (PS):

“Ao pé deles eu sou um caloiro. Mas consigo ver as coisas de uma maneira desinteressada e diferente.”

E acrescentou:

“Já que se fala tanto em alunos e professores, em que Rondão Almeida é o professor e Nuno Mocinha é o aluno, eu estou agora a entrar na escola e sou o caloiro. Mas os caloiros bons também aprendem muito depressa. Enquanto que pessoas viciadas na política definem as coisas à medida dos seus interesses.”

Investimento perdido para Campo Maior

O candidato criticou ainda a forma como a Câmara tem tratado potenciais investidores:

“Sabemos que um empresário contactou a Câmara Municipal de Elvas e pediu um lote de 10 mil metros quadrados para implantar uma empresa. Foi-lhe dito que Elvas não tinha disponibilidade de terreno. Eu, se fosse presidente, pediria 20 dias úteis para resolver o problema. Tínhamos de arranjar uma solução para este empresário.”

“O que é que aconteceu? Foram para Campo Maior, onde o metro quadrado foi vendido a 5 euros e deram-lhes todas as isenções. Nós não somos competitivos.”

Pós-eleições: “Não faremos acordos com ninguém”

Quando questionado sobre cenários pós-eleitorais, coligações ou entendimentos com outras forças políticas, José Eurico Malhado foi perentório:

“Admito considerar que o Chega vai ganhar a Câmara de Elvas com maioria, a Assembleia Municipal e uma grande maioria das juntas. Não faremos acordos com ninguém.”

“Dizem que eu tenho um pré-acordo com o movimento. Isso é garantidamente falso. Não tenho nem nunca terei. Dia 12 vamos ganhar as eleições e no dia 13 começamos a trabalhar. Não posso colocar a possibilidade de haver acordos. Não imagino um cenário onde não ganhe.”

A confiança é total:

“Nós vamos ganhar a Câmara de Elvas. E se for oposição? O futuro a Deus pertence. Mas só digo isto: nós vamos ganhar com toda a certeza a Câmara e a Assembleia Municipal de Elvas.”

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