O Tribunal de Elvas confirmou a exclusão da lista do Movimento Cívico por Elvas à Assembleia de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, liderada por Joaquim Amante, atual presidente da Junta e recandidato ao cargo. Em declarações exclusivas à Perspetiva, Amante considerou tratar-se de um “erro grave na gestão do processo” que o impede de se apresentar às eleições de 12 de outubro, assegurando que a luta ainda não terminou e que será interposto recurso para o Tribunal Constitucional.
“Não merecia uma exclusão desta maneira”


“Esta situação advém de erros na gestão do processo, um erro grave, que creio nos impediu de apresentarmos a nossa candidatura à Junta de Freguesia de Assunção”, afirmou Joaquim Amante, visivelmente emocionado.
“Só houve um partido que se opôs”
O autarca recorda o trabalho realizado nos últimos quatro anos e garante que não foi derrotado, mas sim excluído:
“É triste porque acho que o meu desempenho durante os últimos quatro anos não merecia uma exclusão desta maneira. Fui excluído e não derrotado. Esta candidatura já sabia a vitória, mas a falta de competência de quem geriu o processo impediu isso. É isto, a política é podre. Eu seria um possível candidato eleito e houve apenas uma força política que tentou denegrir a imagem do Movimento, opondo-se, e eu fui lesado. Obviamente não fiquei contente, pelo contrário”
“É doloroso para mim e para a minha equipa”
Amante destaca também o empenho de toda a sua equipa de trabalho:
“É doloroso para mim e para a minha equipa, porque desenvolvemos um trabalho muito válido. Tenho pena de abandonar desta maneira. É ingrato sair desta maneira, se sair”, reforçou.
“Sempre lutei pelas necessidades da população”
Amante não esconde a mágoa com a decisão judicial, mas sublinha que o Movimento continua vivo:
“Sempre lutei pelas necessidades da população. Fiz muito mais do que aquilo que me comprometi na campanha. Peço desculpa se não resolvi tudo, mas esta situação é triste. Contudo, ainda não baixamos os braços. Há um recurso a entrar no Tribunal Constitucional. É o nosso último triunfo e vamos aguardar o veredicto.”


O atual presidente deixa ainda uma nota de lealdade ao Movimento:
“Relativamente ao Movimento Cívico por Elvas, a toda a equipa, nomeadamente ao candidato Rondão Almeida, apoio sem reservas. Devíamos estar a fazer mal a muita gente, mas nós sempre fizemos o bem.”
Amante admite não compreender as falhas cometidas durante o processo:
“Não sei explicar porque é que, aquando do pedido de correção por parte do Tribunal, ele foi mal corrigido nas várias tentativas. Essas perguntas faço eu e não obtenho resposta.”
O Tribunal de Elvas considerou que a lista do Movimento Cívico por Elvas não cumpria a lei da paridade, que exige uma representação mínima de 40% de cada sexo. Mesmo após duas correções, a lista manteve-se desequilibrada: 61,54% de homens e 38,46% de mulheres.
Com a decisão, Joaquim Amante fica impedido, para já, de recandidatar-se no ato eleitoral de 12 de outubro. O Movimento vai recorrer ao Tribunal Constitucional, cenário que poderá levar à suspensão das eleições nesta freguesia ou, caso se realizem, a uma eventual repetição.
Apesar do revés, Rondão Almeida, candidato à Câmara Municipal de Elvas pelo Movimento Cívico, garantiu que a estrutura continua focada numa vitória com maioria absoluta para a autarquia e para os restantes órgãos locais.












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