A rede de rega do Aproveitamento HidroagrÃcola do Xévora, em Campo Maior vai finalmente avançar num investimento inicial de 17,7 milhões de euros, beneficiando uma área de 1. 560 hectares de agricultura de regadio.


O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, esteve esta terça-feira, 27 de agosto, em Campo Maior onde visitou a barragem do Abrilongo, seguindo-se a assinatura do contrato da empreitada de construção da rede de rega do aproveitamento hidroagrÃcola do Xévora.


De acordo com Rogério Ferreira, Diretor Geral da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural – DGADR, serão construÃdos “44 quilómetros de tubagem que irão dar resposta a 70 hidrantes, com uma estimativa das necessidades de água para a rega em ano crÃtico de 11,3 hm3. “.


O mesmo responsável definiu o projeto como pertencente a “um território para servir a agricultura de regadio”, provando o mesmo que “afinal a agricultura de regadio é compatÃvel com o meio ambiente”.
O prazo de execução desta primeira fase da obra é de 12 meses.
Após mais de duas décadas de espera pela concretização desta obra, todos os intervenientes recorreram à palavra “finalmente” para caracterizar o momento que aconteceu esta terça-feira.


LuÃs Minas, Presidente da Associação de Beneficiários do Xévora, agradeceu em nome dos associados o arrancar da obra pela qual esperaram “longos anos” e apelou à influências do Ministro da Agricultura para que interceda “na construção de pequenas charcas que possam servir o regadio no território”, ao mesmo tempo que apelou à melhoria de acessibilidades rodoviárias à barragem do Abrilongo.


LuÃs Rosinha, Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, classificou o dia como de “grande satisfação, uma vez que se trata de uma obra há muito desejada em Campo Maior”, considerando que a mesma é “um grande empreendimento para a freguesia de Degolados e São João Batista”.
O autarca lembrou que a rede de rega a implementar juntamente com a da Barragem do Caia, permitirão ao concelho “uma grande imersão na área do regadio proporcionando investimentos futuros”.
Rosinha sublinhou que se trata de “um projeto estruturante para o território de Campo Maior, com 17,7 milhões de investimento agora que atingirão os 25 milhões com a construção da estação elevatória em 2026”.


Por sua vez, o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, referiu que o “finalmente” tão evocado hoje significa, na realidade, “que temos de acelerar. Não podemos perder mais tempo e recursos”.
O governante destacou que o investimento “trará riqueza e competitividade para este território com os cerca de 1600 hectares abrangidos”.
Em resposta a LuÃs Minas, o Ministro assegurou que a questão das charcas será equacionada, bem como a melhoria de acessibilidades à barragem do Abrilongo.












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