Os 18 clÃnicos de Cirurgia Geral do hospital de Portalegre recusam-se a realizar mais horas extraordinárias até final do ano de 2023, por já ultrapassarem as 150 e alguns aproximarem-se de mil.
A notÃcia foi avançada esta segunda-feira, 16 outubro pela Ordem dos Médicos (OM).
Os cirurgiões de Portalegre deixaram de fazer mais horas extraordinárias desde o último sábado, 14 de outubro, pode ler-se no comunicado da OM, que argumentou que esta recusa se traduziu “num forte constrangimento no Serviço de Urgência” do hospital.
“Especificamente para doentes que necessitem de observação pela especialidade de Cirurgia Geral, levando forçosamente à transferência de muitos doentes para outras unidades hospitalares”.
Contactada hoje pela Lusa e numa resposta enviada por escrito, a ULSNA afirmou que o respetivo conselho de administração “não tem nenhum comentário a fazer sobre o direito que assiste a estes médicos” que apresentaram a sua indisponibilidade para realizar mais horas extraordinárias.
“O Serviço de Urgência na ULSNA é sempre assegurado, na área da Cirurgia, por um médico”, referiu a mesma entidade.
O porta-voz da ULSNA, IlÃdio Pinto Cardoso, precisou à Lusa que, neste caso, esse médico que assegura as urgências de cirurgia geral está no hospital de Elvas.
“O doente que chegar à triagem no hospital de Portalegre é avaliado e, caso se entenda que é da área de cirurgia, é transferido para Elvas”, afirmou o mesmo porta-voz, frisando, contudo, que os médicos de cirurgia interna no hospital de Portalegre “não fazem horas extraordinárias, mas continuam a fazer cirurgias programadas, a ver doentes internados e a realizar consultas”.
No Hospital de Santa Luzia, em Elvas existem “perto de 10 médicos de cirurgia geral”, os quais “não apresentaram a sua indisponibilidade para mais horas extraordinárias”













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