No seguimento das dúvidas levantadas pela Comissão Europeia sobre os investimentos sobre o Plano de Resiliência Português (PPR), nomeadamente sobre as propostas para a construção de mais barragens, a Distrital de Portalegre do CDS-PP tornou pública a sua posição “sobre os constantes contratempos que a construção da barragem do pisão enfrenta”.
Em Nota de Imprensa, a estrutura distrital questiona ainda o Governo sobre a existência de um plano B para o financiamento da construção no caso do PRR não ser aprovado na integra.


“A Barragem do Pisão, no Alto Alentejo, já foi anunciada por três primeiros-ministros, Mário Soares, António Guterres e Durão Barroso, mas continua por construir.
O Governo anunciou em junho que aprovou o relatório do grupo de trabalho que avaliou a viabilidade técnico-financeira do projeto hidráulico de fins múltiplos da Barragem do Pisão que deverá, alegadamente, contar com um investimento total de 168 milhões de euros, devendo o projeto estar concluído em 2027.
No entanto, em contradição, segundo as palavras do Presidente da Câmara Municipal do Crato, Joaquim Diogo, “este passo vem retirar todas as dúvidas sobre a concretização da barragem porque, neste momento, além da vontade política está em marcha a dotação financeira para a execução da obra até 2025”.
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, garantiu, em visita ao distrito, que a construção da Barragem do Pisão, no Crato, distrito de Portalegre, “vai ser uma realidade”, garantia dada também pelo primeiro-ministro. Pouco tempo depois sabemos que, no âmbito do esboço do PRR entregue pelo Governo à União Europeia, dúvidas foram levantadas pela Comissão Europeia sobre alguns dos investimentos plasmados no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, nomeadamente sobre as propostas para a construção de estradas, pontes e mais barragens.
Apesar da “confiança” do deputado socialista, Luís Testa, ao afirmar que a construção da barragem do Pisão, no Crato, e da ponte internacional sobre o rio Sever, entre Nisa e Cedillo, são projetos com “bastante suporte e suficiente justificação” para virem a ser financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a Distrital de Portalegre do CDS-PP gostaria de perceber se o PRR não for a fonte de financiamento do projeto, qual será a alternativa para a concretização do mesmo.
Nuno Serra Pereira, Presidente da estrutura centrista, considera que “não é suficiente dizer que a construção da Barragem do Pisão está decidida, nem estar à espera do talvez da União Europeia, os habitantes do distrito de Portalegre merecem saber se existe um plano B ou se a Barragem do Pisão permanecerá a Miragem do Pisão”.
A barragem do Pisão é uma obra esperada e discutida há já sessenta anos, tópico repetidamente utilizado em campanhas políticas. A Distrital de Portalegre do CDS-PP teme a situação volte a não passar do papel, continuando como bandeira eterna do Partido Socialista que repetidamente atira areia para os olhos dos habitantes do Distrito”.












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