O concelho de Monforte regista atualmente dois casos ativos de COVID 19.
O primeiro caso que surgiu está recuperado. O segundo e o terceiro estão assintomáticos. Foram testados todos os contactos diretos do primeiro e segundo casos, revelando-se os mesmos negativos.
Foram hoje testados os contactos diretos do terceiro caso. Já saiu um resultado, que está negativo.
No âmbito da pandemia Covid que está a afetar o país, a Europa e o mundo, o presidente da Câmara Municipal de Monforte, Gonçalo Lagem, escreveu uma nota sensibilizando todos para a problemática de saúde que se vive, para o sentido de responsabilidade de cada um e de todos, no seu conjunto, enquanto sociedade, e acima de tudo de solidariedade.


“Caros Munícipes
Dirijo-me a todos vós com sentido de responsabilidade, dever de informação, mas acima de tudo sensibilização.
Vivemos tempos especiais, preocupantes. Os últimos números de casos positivos COVID-19 no nosso País, são assustadores. Para todos os cidadãos. Infetados, não infetados e famílias destes 2 grupos. Ou seja, preocupa-nos a todos.
Ninguém sabe o dia de amanhã. Só conseguimos saber o de hoje e o de ontem, e esses já não os conseguimos mudar.
Não sabemos como aconteceu, mas aconteceu. Vivemos a realidade e não um filme de ficção que utiliza futurologia.
“Ninguém quer ser infetado, mas também ninguém quer infetar”
Quero com isto dizer, que estamos todos em pé de igualdade. Ninguém quer ser infetado, mas também ninguém quer infetar. E todos estamos sujeitos a que qualquer destes cenários nos aconteça.
A primeira palavra a ter em conta é solidariedade.
Respeitemos quem, sem qualquer intenção, foi infetado, ou infetou. Sejamos solidários e prestáveis perante o flagelo e a agonia de quem vive por si só, com o peso da preocupação do seu estado de saúde, mas sobretudo com o sentimento de culpa, sem ter culpa nenhuma.
A segunda palavra é Generosidade.
Sejamos generosos com quem testou positivo, conscientes, que amanhã nos pode tocar.
“Confiança”
A terceira palavra é confiança.
Todas as nossas instituições estão a dar o seu melhor, no combate e mitigação desta Pandemia. As instituições são muros e casarios…. mas quem lhe dá alma são os seus profissionais, que arriscam, que se sacrificam, que se superam. Falo em todas. Todas. Fazem-no o melhor que conseguem e sabem, com base em orientações e protocolos, que discordando de algumas, são as que temos que seguir e cumprir. Não adianta antecipar cenários e alvitrar a nossa singular opinião. Os contributos são todos válidos e úteis, desde que colocados construtivamente e acrescentem. As instituições vivem momentos de tensão e estão expostas a grande desgaste dos seus profissionais. Portanto, temos que ser mais tolerantes com as possíveis falhas. Se a estratégia mais eficaz e eficiente no combate ao COVID-19, existisse, ela já estava a ser operacionalizada. Mas não existe.
Relembro que esta Pandemia é uma novidade e uma aprendizagem para todos, inclusive para toda a Comunidade Científica.
Não dá para agir por comparação com outros cenários idênticos. Por um lado, trata-se da complexidade de um vírus novo. Por outro, a última Pandemia vivida no Planeta (Gripe Espanhola) foi em 1920. Podendo ainda haver pessoas vivas desse ano, ou eram muito novas, ou estavam a nascer nessa data.
Podemos mesmo afirmar que nunca antes, pessoa alguma viveu realidade semelhante.
Quaisquer medidas que venham a ser adotadas pelo Governo e pela Direção Geral de Saúde, são de certeza, as que mais servem o interesse comum, transversais a todos os sectores, pensadas e equacionadas nas expectativas dos melhores resultados. E todas estão sujeitas ao erro perante tamanha adversidade.
“Medidas de contenção, limitadoras ou proibitivas são para segurança de todos”
Medidas de contenção, limitadoras ou proibitivas são para segurança de todos e não criam transtornos só a alguns.
Sei de casos que vivem em constante ansiedade. Legítima. Ou porque têm um pai ou mãe vulneráveis, ou um filho com doença crónica e de risco….. Tenho sentido essa preocupação que me toca com profundidade.
Mas temos que ser fortes, e se queremos ser fortes, temos que estar unidos.
Os procedimentos estão convencionados. E como as pessoas devem estar…As instituições estão inequivocamente unidas. Governo, DGS, Hospitais, Segurança Social, Lares, Escolas, Municípios, Forças de Segurança, Bombeiros. E mais uma vez as pessoas que lhes dão alma. Viver em Sociedade é isto.
Existem no nosso Concelho atualmente 2 casos ativos. O primeiro caso que surgiu está recuperado. O segundo e o terceiro estão assintomáticos. Foram testados todos os contactos diretos do primeiro e segundo casos, revelando-se felizmente negativos.
Foram hoje testados os contactos diretos do terceiro caso. Já saiu um resultado. Com muita felicidade, anuncio que está negativo.
Portanto para terminar utilizarei as palavras, Esperança e Fé.
Esperança no sentido que os referidos resultados que aguardamos se venham a verificar negativos e que terminem com a ansiedade de todos nós.
Fé, para que rapidamente consigamos retomar a normalidade e consigamos dominar os efeitos nefastos desta maldita Pandemia e confortar as dores das pessoas que perderam entes queridos.
Oxalá que seja depressa.
Estamos e Seguimos Juntos, na consciência que estamos a dar o nosso melhor.
Um abraço amigo e encorajador!”.












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